A recente decisão da gestão Nunes sobre o Uber motos aplicativo gerou repercussão na cidade de São Paulo. O prefeito Ricardo Nunes, do MDB, negou a solicitação da Uber para operar o transporte de passageiros por meio de motos, uma medida que foi discutida em reunião do Comitê Municipal de Uso Viário (Cmuv).
O encontro ocorreu na terça-feira, onde ficou claro que a empresa não atendeu a todos os requisitos documentais necessários para a operação. Entre as falhas apontadas, destaca-se a falta de uma apólice de seguro que estivesse em conformidade com as exigências estabelecidas pela legislação municipal.
Motivos da Negativa do Pedido da Uber
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) informou que a análise técnica do pedido da Uber resultou em sua rejeição. Os documentos apresentados pela empresa não foram suficientes para garantir a segurança e a conformidade com as normas vigentes.
Em um contexto mais amplo, a regulamentação dos serviços de mototáxi e motos por aplicativo em São Paulo foi sancionada pelo prefeito em dezembro de 2025. Essa legislação trouxe à tona diversas exigências rigorosas, como a idade mínima de 21 anos para os condutores e a proibição de circulação em áreas centrais da cidade.
Regras Impostas pela Legislação Municipal
A nova legislação estabeleceu uma série de requisitos que as empresas de transporte por moto devem seguir. Entre eles, estão:
- Idade mínima de 21 anos para os motoristas.
- Proibição de operação no centro expandido.
- Restrições durante dias de chuva forte.
- Exigência de cursos e exames toxicológicos.
- Uso obrigatório de equipamentos de segurança.
- Contratação de seguro para passageiros.
Essas regras foram consideradas por muitas empresas como excessivamente rigorosas, levando a uma reação negativa por parte das plataformas de transporte. A 99, uma concorrente da Uber, anunciou recentemente que também desistiu de oferecer o serviço de mototáxi na capital.
Impacto no Mercado de Transporte
A desistência da 99 e a negativa da Uber refletem um cenário desafiador para o transporte por aplicativo em São Paulo. As empresas alegam que as novas regras inviabilizam a operação, e a Amobitec, entidade que representa essas plataformas, chegou a classificar a legislação como “proibitiva”.
Além disso, as multas por descumprimento das normas podem variar de R$ 4 mil a R$ 1,5 milhão por dia, o que representa um risco financeiro significativo para as empresas que tentarem operar sob essas condições.
Reações das Empresas e Possíveis Desdobramentos
Após a sanção das novas regras, tanto a Uber quanto a 99 sinalizaram a intenção de retomar o serviço, mas acabaram desistindo devido à rigidez das exigências. A Amobitec, por sua vez, anunciou que entraria com ações judiciais contra a lei, alegando que as exigências extrapolam os limites legais e inviabilizam a operação do serviço.
As empresas afirmam que a legislação não apenas impede a operação das motos por aplicativo, mas também limita o direito dos cidadãos à mobilidade. Essa situação levanta questões sobre a viabilidade do serviço de transporte por moto na cidade e o futuro das plataformas de aplicativo.
Enquanto isso, a Uber declarou que ainda não foi oficialmente notificada sobre a decisão da gestão Nunes, o que deixa uma incerteza sobre os próximos passos da empresa na capital paulista.
Para mais informações sobre mobilidade e transporte, você pode acessar Em Foco Hoje. Além disso, para entender mais sobre regulamentações de transporte, consulte o site do governo.



