A questão dos vereadores cassados no Amazonas por fraude à cota de gênero tem gerado grande repercussão. Recentemente, 15 parlamentares perderam seus mandatos devido a irregularidades nas eleições municipais. Essas fraudes, que incluem o uso de candidaturas femininas fictícias, ocorreram em pelo menos cinco municípios do estado.
Vereadores cassados Amazonas: Irregularidades em Manaquiri
Um dos casos mais impactantes aconteceu em Manaquiri, onde seis dos onze vereadores eleitos tiveram seus mandatos revogados. A Justiça Eleitoral constatou que os partidos PSD e PL apresentaram candidaturas femininas que não realizaram campanha e que obtiveram pouquíssimos votos. Os vereadores cassados foram:
- Bruno da Nonata
- Janderli Carvalho
- Érica Freitas
- João Moura
- Gesse Ventura
- Valdemar Bandeira
Após essa decisão, houve uma recontagem dos votos, resultando na definição de novos vereadores para a câmara municipal.
Vereadores cassados Amazonas: Anori e outras cidades
Em Anori, cinco vereadores do União Brasil enfrentaram a mesma situação. A Justiça identificou que a cota mínima de mulheres não foi respeitada, uma vez que uma das candidatas teve seu registro negado por analfabetismo e não foi substituída. Os vereadores cassados foram:
- Vadernilson Matos Silva
- Luiz Carlos Pereira
- Josely Moraes Damião
- João Tomé Pereira
- Elton Gonçalves Lima
Além de Manaquiri e Anori, outros municípios também registraram cassações. Em Novo Aripuanã, a vereadora Lene Barros (MDB) perdeu seu mandato após a identificação de candidaturas fictícias. Em Alvarães, os vereadores Gregson Brendo Gonçalves Rodrigues e Maurício Cruz de Souza, ambos do PT, também foram cassados por motivos semelhantes.
Consequências das cassações no Amazonas
As cassações têm um impacto direto nas câmaras municipais. Em Manaquiri e Anori, a Justiça não só cassou os mandatos, mas também anulou os votos dos partidos envolvidos, o que pode alterar significativamente a composição das câmaras. Essas ações são parte de um esforço mais amplo para combater as chamadas “candidaturas laranjas” em todo o Brasil.
Entendendo a legislação sobre cota de gênero
A legislação eleitoral exige que partidos e federações assegurem que pelo menos 30% das candidaturas sejam de cada gênero nas eleições proporcionais. Quando há fraudes, como a utilização de candidaturas fictícias, a Justiça pode não apenas cassar a chapa, mas também anular os votos e declarar a inelegibilidade dos envolvidos por um período de até oito anos.
O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) tem atuado de forma rigorosa em relação a essas irregularidades. Em um caso específico em Eirunepé, a decisão de cassação foi revertida, permitindo que os vereadores eleitos pelos partidos PSB e AGIR mantivessem seus cargos. Essa reversão ocorreu após os partidos apresentarem embargos de declaração, resultando em um julgamento empatado, onde o voto da presidente da Corte foi decisivo.
Impacto das cassações nas eleições futuras
As cassações de vereadores no Amazonas refletem uma tendência mais ampla de fiscalização e controle sobre as candidaturas nas eleições. Com a crescente atenção sobre as fraudes eleitorais, é provável que haja um aumento na vigilância sobre as candidaturas nas próximas eleições. Essa situação pode levar a uma maior participação feminina nas eleições, já que a legislação visa garantir a equidade de gênero.
Para mais informações sobre o tema, acesse Em Foco Hoje. Além disso, você pode consultar a página do TSE para entender melhor as regras eleitorais e as implicações das cassações.



