A violência contra mulher tem se tornado uma questão alarmante em Mato Grosso, onde foram registrados 9 casos em um intervalo de apenas 7 horas. As ocorrências incluem diferentes formas de agressão, como violência doméstica, psicológica e até tentativas de feminicídio. Os agressores, na maioria das vezes, são parceiros atuais ou ex-parceiros das vítimas, o que evidencia a gravidade da situação.
No estado, até o momento, já foram solicitados 3.750 pedidos de medidas protetivas em 2026. Este número alarmante reflete a necessidade urgente de proteção para as mulheres que enfrentam situações de violência. A Lei Maria da Penha, que estabelece medidas de proteção às mulheres em situação de violência, é um importante recurso disponível para essas vítimas.
Casos recentes de violência contra mulher
Entre os casos registrados, destaca-se uma situação em Alta Floresta, onde um homem de 33 anos foi preso por agredir sua esposa de 44 anos durante uma discussão. A vítima relatou que o agressor a seguiu até em casa e a agrediu com socos, além de danificar móveis. A Polícia Militar foi acionada e o homem foi detido para as devidas providências.
Outro caso ocorreu em Rondonópolis, onde um ex-companheiro de 33 anos agrediu sua ex-parceira de 21 anos após encontrá-la com outra pessoa. O homem danificou objetos no local e agrediu a jovem, que também procurou a polícia para relatar a situação.
Medidas protetivas e sua importância
As medidas protetivas são essenciais para garantir a segurança das mulheres em situação de violência. Elas podem ser solicitadas de forma presencial ou online, e o juiz tem até 48 horas para decidir sobre o pedido. Tais medidas incluem o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato com a vítima, entre outras.
Infelizmente, nem todas as vítimas buscam a proteção necessária. Motivos como dependência emocional, medo de represálias e a esperança de mudança do agressor são algumas das razões que levam as mulheres a não formalizarem a denúncia. A delegada Ana Paula Reveles Carvalho, coordenadora da área de enfrentamento à violência contra a mulher da Polícia Civil, destaca que a polícia pode agir mesmo sem o registro de boletim de ocorrência, pois muitos crimes são de ação pública incondicionada.
Impacto social da violência contra mulher
A violência contra mulher não afeta apenas as vítimas, mas também a sociedade como um todo. O aumento dos casos de feminicídio e violência doméstica gera um impacto significativo na saúde pública e nas estruturas familiares. É fundamental que a sociedade se una para combater esse problema, promovendo campanhas de conscientização e apoio às vítimas.
Além disso, a proteção das mulheres deve ser uma prioridade. O estado de Mato Grosso já registrou 7 feminicídios em 2026, e a situação é alarmante. Em uma única semana, três mulheres foram mortas, evidenciando a urgência de medidas efetivas para garantir a segurança das mulheres.
Como buscar ajuda
As mulheres que se encontram em situações de violência devem saber que existem recursos disponíveis para ajudá-las. É possível buscar apoio em delegacias, centros de atendimento e organizações não governamentais que oferecem suporte psicológico e jurídico. A rede de proteção é fundamental para que as vítimas possam se sentir seguras e amparadas.
Além disso, o site governo federal oferece informações sobre como proceder em casos de violência, bem como orientações sobre direitos e serviços disponíveis.
É essencial que as mulheres se sintam encorajadas a buscar ajuda e que a sociedade se mobilize para combater a violência contra mulher. O apoio e a solidariedade são fundamentais para que possamos enfrentar essa realidade e promover um ambiente seguro para todas as mulheres.



