Wawrinka chora em despedida de Wimbledon: “Não quero me aposentar, mas sei que é hora”

Stan Wawrinka se despediu de Wimbledon após derrota para Matteo Berrettini, emocionando-se ao agradecer o apoio do público.

Wawrinka chora em despedida de Wimbledon: “Não quero me aposentar, mas sei que é hora”

O tenista suíço de 41 anos foi aplaudido de pé no All England Club após sua eliminação para Berrettini.

Stan Wawrinka, que possui três títulos de Grand Slam, nunca conquistou o troféu de Wimbledon. Nesta terça-feira, ele se despediu do torneio inglês ao ser derrotado pelo italiano Matteo Berrettini por 3 sets a 1, com parciais de 6/7(7) 7/6(16) 7/6(7) 7/6(5), em uma partida que durou 4h20. Após o confronto, o astro suíço foi aplaudido de pé e não conteve as lágrimas ao se dirigir ao público durante a entrevista na quadra.

“Eu não quero me aposentar, mas sei que é hora. Uma das razões pelas quais eu continuei jogando por tanto tempo foi para poder aproveitar momentos como este, nesta noite. É tanta emoção. Sou muito grato por ter a chance de jogar uma última vez em Wimbledon”, declarou Stan.

Campeão do Australian Open em 2014, de Roland Garros em 2015 e do US Open em 2016, Wawrinka nunca avançou além das quartas de final em Wimbledon. Em sua despedida do torneio britânico, o suíço reiterou sua gratidão pelo carinho recebido do público nas arquibancadas.

“É um torneio muito especial. Na infância, você sempre sonha em estar aqui algum dia. Eu tive a oportunidade de jogar aqui várias vezes. E com todo esse apoio, significa muito para mim. Então, muito obrigado por todos esses anos”, afirmou Stan.

Wawrinka começou a partida em alta, vencendo o primeiro set, mas logo viu seu rival de 30 anos reagir, em uma parcial dramática cujo tie-break alcançou 18/16. Com mais dois sets conquistados por Berrettini, o italiano eliminou o suíço, que teve que se despedir de Wimbledon de forma precoce. Após a saída de Stan da quadra, Matteo correu atrás do veterano para devolver a toalha do torneio que ele havia esquecido. O italiano explicou que foi uma maneira de homenagear seu ídolo, criando uma lembrança daquele momento.

“Ele é uma lenda e mostrou isso hoje. É um jogador e competidor incrível. Eu me lembro de 2014, quando jogava o juvenil aqui e consegui entrar escondido na quadra central. Ele estava jogando contra Federer. Agora, tenho a grande honra de enfrentá-lo aqui. Me sinto honrado. Por isso, corri atrás dele. Queria entregar a ele a última toalha que usou no torneio. Acho que é uma baita memória para todos”, contou Berrettini.

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Em Foco Hoje Redação
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