A facção criminosa extorsão em Mato Grosso ganhou destaque após a condenação de dois de seus integrantes. Ulisses Batista da Silva e Eduardo Virgílio de Oliveira Ajala foram responsabilizados por um esquema de cobrança ilegal de taxas sobre a venda de água em Cuiabá e Várzea Grande. O total movimentado pelo grupo ultrapassou R$ 1,5 milhão, conforme apurado pela Justiça.
O esquema, conhecido como “Projeto da Água”, envolvia ameaças e intimidações aos comerciantes da região metropolitana. A Justiça, em sua decisão, destacou que as cobranças variavam entre R$ 1 por galão de água vendido, com valores que podiam chegar a R$ 500 por semana, totalizando até R$ 2 mil mensais.
Facção criminosa e suas táticas de extorsão
Os condenados faziam parte do Comando Vermelho e atuaram entre os meses de novembro e março. As abordagens eram realizadas tanto presencialmente quanto por meio de mensagens em aplicativos. O modus operandi envolvia uma divisão de tarefas: enquanto alguns membros contatavam os comerciantes, outros eram responsáveis por cobrar os valores e reforçar as ameaças.
Depoimentos de vítimas indicaram que muitos comerciantes se sentiam coagidos a pagar as taxas, temendo represálias violentas, como incêndios ou outros ataques. A operação que resultou nas prisões foi chamada de Operação Aqua Ilícita e ocorreu no ano passado, abrangendo várias cidades da região.
Consequências legais e defesa dos réus
A defesa de Eduardo argumentou que a condenação se baseou em informações do inquérito policial, sem provas concretas que ligassem seu cliente aos crimes. Além disso, a defesa de Ulisses anunciou que irá recorrer da decisão, considerando-a injusta. Por outro lado, Lourival Pereira da Silva foi absolvido por falta de provas, com a defesa destacando que não houve reconhecimento por parte de vítimas ou testemunhas.
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, responsável pela sentença, também indicou que Ulisses foi condenado por lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos. Eduardo, por sua vez, foi identificado como um dos principais executores das cobranças, sendo reconhecido por diversas vítimas.
Impacto da Operação Aqua Ilícita
A Operação Aqua Ilícita, que ocorreu em março do ano passado, resultou na execução de 60 mandados de busca e apreensão, além de 12 mandados de prisão. A ação envolveu cerca de 340 policiais militares e 60 agentes, e teve como alvo não apenas os integrantes da facção, mas também o sequestro de bens e valores, incluindo veículos.
Durante as investigações, ficou evidente que o grupo prejudicava comerciantes de água mineral, aumentando os preços para os consumidores. A extorsão afetou diretamente a economia local, criando um ambiente de medo e insegurança entre os comerciantes.
Perspectivas futuras e reflexões sobre crime organizado
A condenação dos integrantes da facção criminosa extorsão é um passo importante no combate ao crime organizado em Mato Grosso. A atuação das autoridades demonstra um esforço contínuo para desmantelar redes de extorsão que afetam a economia e a segurança pública.
É fundamental que a sociedade esteja atenta e denuncie práticas ilegais, contribuindo para a construção de um ambiente mais seguro. O apoio à Justiça e às operações policiais é essencial para coibir ações criminosas que ameaçam o bem-estar da população.
Para mais informações sobre o combate ao crime organizado, acesse site do governo. Além disso, fique por dentro das notícias locais em Em Foco Hoje.



