O caso em que um policial executa mulheres em Cariacica trouxe à tona a discussão sobre a responsabilidade de agentes de segurança. A irmã de uma das vítimas, Francisca Chaguiana Dias Viana, expressou sua indignação e clamou por justiça após a morte brutal de sua irmã e da companheira, Daniele Toneto. O crime, que ocorreu em plena luz do dia, gerou um clamor social e questionamentos sobre a atuação da polícia.
Francisca, de 31 anos, foi morta a tiros pelo cabo da Polícia Militar, Luiz Gustavo Xavier do Vale, enquanto estava na calçada com Daniele. O crime ocorreu em um momento de tensão, onde um vídeo mostra a ação do policial, que já estava em serviço no momento dos disparos. A irmã da vítima viajou do Maranhão até o Espírito Santo para reconhecer o corpo e exigir justiça.
Policial executa mulheres em Cariacica
O crime aconteceu em Cariacica, na Grande Vitória. A irmã de Francisca relatou que a dor da família é imensa e que todos estão em busca de responsabilização pela morte do casal. “A forma como morreu foi horrível. Ninguém merece isso. Ele chegou e executou as duas. Esse homem é um psicopata. Não pode estar armado e nem nas ruas”, declarou Francisca.
As circunstâncias que levaram ao crime envolvem uma desavença familiar. Testemunhas afirmaram que a discussão entre as vítimas e a ex-esposa do policial começou devido a um ar-condicionado e alegações de furto de energia. O cabo foi acionado pela ex-companheira, que estava em conflito com as mulheres, levando à tragédia.
Histórico do policial
Luiz Gustavo Xavier do Vale já respondia a um processo por outro crime, onde uma mulher trans foi morta em julho de 2022. Na ocasião, ele estava afastado das ruas, mas atuava em funções internas. A Polícia Militar do Espírito Santo informou que o caso foi tratado com rigor, mas a sociedade questiona como um agente que já tinha um histórico de violência pôde voltar a atuar nas ruas.
Após o assassinato de Francisca e Daniele, o policial retirou seu colete e entregou a arma. As imagens do crime foram amplamente divulgadas, gerando revolta e exigência de justiça. O comandante-geral da PM, coronel Ríodo Rubim, afirmou que o caso está sendo investigado, mas a impunidade é uma preocupação constante entre os cidadãos.
Responsabilização dos colegas de trabalho
Os colegas do policial também podem ser responsabilizados, uma vez que não interviram durante o ato violento. O professor e especialista em Segurança Pública, Henrique Herkenhoff, destacou que a presença dos outros policiais no local sem agir para impedir o crime é uma grave irregularidade. “É inadmissível que um servidor público utilize o cargo para resolver problemas pessoais”, afirmou.
O caso levanta questões sobre a cultura de proteção entre policiais e a necessidade de uma reforma na forma como a polícia atua em situações de conflito. A sociedade espera que a Corregedoria e o Ministério Público façam uma investigação minuciosa e que os responsáveis sejam punidos.
Impacto social e clamor por justiça
A tragédia em Cariacica não é um caso isolado. A violência policial e a falta de responsabilização são temas recorrentes no Brasil. A população clama por mudanças e por um sistema de segurança que proteja a todos, sem distinção. O caso de Francisca e Daniele é um exemplo do que pode acontecer quando a polícia ultrapassa seus limites.
As famílias das vítimas e a sociedade em geral esperam que a justiça seja feita. “Vamos correr atrás”, afirmou a irmã de Francisca, que promete não descansar até que os culpados sejam punidos. O caso continua a repercutir nas redes sociais e nas discussões sobre segurança pública.
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