Nove tripulantes de um navio africano estão atualmente em Fortaleza, onde aguardam a conclusão de um processo investigativo instaurado pela Marinha do Brasil. A situação se arrasta desde que a embarcação NW Aidara chegou ao Porto de Fortaleza há três semanas, no dia 27 de março.
Os tripulantes, sendo oito homens de Gana e um da Albânia, enfrentam dificuldades, pois não possuem visto para transitar livremente pelo Brasil. A Marinha do Brasil resgatou o navio após ele ter permanecido à deriva por mais de 50 dias no Oceano Atlântico, depois de ter saído do Porto de Dakar, no Senegal, devido a problemas hidráulicos.
Tripulantes navio africano enfrentam dificuldades
Desde o resgate, os tripulantes têm recebido cestas básicas do estado do Ceará para se alimentarem. A Marinha do Brasil informou que instaurou um Processo Administrativo no dia 30 de março, que deve ser concluído em 30 dias. O navio permanecerá atracado em Fortaleza até que a investigação seja finalizada.
Infelizmente, a situação se agravou com a morte do comandante da embarcação, que ocorreu no dia 9 de abril. Ele tinha 68 anos e chegou a Fortaleza em estado de saúde debilitado, após a longa permanência no mar. A equipe de psicólogos que acompanha a tripulação informou que eles foram comunicados sobre a morte do comandante no dia seguinte ao falecimento.
Retorno ao país de origem dos tripulantes
Recentemente, um dos tripulantes, que era natural dos Países Baixos, retornou ao seu país de origem. Os outros oito, todos ganeses, optaram por permanecer juntos no navio, aguardando o conserto da embarcação. A gestora de Política Estadual para Migrantes, Jamina Teles, informou que foram oferecidos abrigo e apoio para a repatriação, mas a proposta foi recusada.
A expectativa é que técnicos da empresa responsável pelo navio venham ao Brasil para realizar os reparos necessários. Jamina Teles ressaltou que a tripulação está ansiosa para consertar a embarcação e seguir sua viagem para Guiné-Bissau, de onde partiram.
O resgate do navio africano
A Marinha do Brasil atuou ativamente no resgate do navio africano. No dia 9 de março, o Navio-Patrulha Oceânico Araguari foi enviado para estabelecer comunicação com a embarcação e avaliar as condições da tripulação. Em seguida, o Navio Rebocador de Alto-Mar Triunfo foi destacado para rebocar o navio até o Porto de Fortaleza, onde chegou em 27 de março.
O capitão do navio, John Wesley Stuart, relatou que a comunicação com o mundo exterior era extremamente limitada, sendo possível apenas receber informações de outros navios nas proximidades. Durante a deriva, a tripulação enfrentou condições precárias, com acesso restrito a água potável e um nível elevado de estresse psicológico.
Desdobramentos e apoio aos tripulantes
A Marinha do Brasil destacou que as ações de busca e salvamento foram fundamentais para garantir a segurança da tripulação e evitar a poluição hídrica. O Comandante do 3º Distrito Naval, Vice-Almirante Jorge José de Moraes Rulff, enfatizou a importância da integridade física e psicológica dos tripulantes, que em breve poderão retornar para suas casas.
O estado do Ceará continua a oferecer apoio logístico e assistência aos tripulantes. Para mais informações sobre a situação, é possível acompanhar as atualizações através de fontes confiáveis, como o site do governo. Além disso, atualizações locais podem ser encontradas em Em Foco Hoje.



