Dólar oscila, com dados de emprego no Brasil e nos EUA no radar; Ibovespa recua
Na véspera, a moeda americana valorizou-se em 0,15%, sendo cotada a R$ 5,1748. O principal índice da bolsa brasileira, por sua vez, teve uma leve queda de 0,05%, alcançando 173.205 pontos.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair. O dólar mostrava volatilidade nesta terça-feira (30) e apresentava uma leve alta de 0,01% por volta das 11h40, cotado a R$ 5,1755. O Ibovespa, que é o principal índice da bolsa brasileira, registrava uma queda de 0,99% nesse mesmo horário, aos 171.498 pontos.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O destaque do dia fica por conta dos novos dados de emprego tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Nesta terça-feira, o relatório Jolts revelou que as vagas de emprego abertas no mercado americano aumentaram em 9 mil em maio, totalizando 7,594 milhões. No Brasil, o Caged deve ser divulgado no início da tarde. Essas informações são relevantes, pois refletem o desempenho econômico e a inflação, além de poderem sinalizar os próximos passos dos bancos centrais em relação à taxa de juros.
▶️ O alívio geopolítico após o acordo entre os EUA e o Irã para suspender os ataques e permitir a reabertura no Estreito de Ormuz também está em foco. A expectativa é que novas negociações entre os dois países ocorram nesta terça-feira, em Doha, no Catar. Diante das incertezas sobre o desenrolar dessas negociações, os preços do petróleo operavam de forma mista. Por volta das 11h40, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,05%, sendo cotado a US$ 73,19, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, apresentava uma queda de 0,07%, cotado a US$ 70,70 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
- 💲Dólar
- Acumulado da semana: +0,15%;
- Acumulado do mês: +2,63%;
- Acumulado do ano: -5,72%.
- 📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -0,05%;
- Acumulado do mês: -0,37%;
- Acumulado do ano: +7,46%.
Trégua e tensões entre EUA e Irã. O presidente americano, Donald Trump, declarou na segunda-feira (29) que o Irã “pediu uma reunião” com seu governo, a qual está prevista para ocorrer nesta terça em Doha, no Catar. “O Irã solicitou uma reunião. Ela acontecerá amanhã em Doha!”, afirmou Trump em um comunicado totalmente em letras maiúsculas em sua rede social Truth Social.
Por outro lado, o governo iraniano apresentou uma versão diferente. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que não há reuniões agendadas para esta semana entre os representantes dos dois países para seguir as negociações do acordo de paz firmado no início do mês. Essas declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões entre as duas nações, que trocaram ataques no último final de semana, colocando em risco o cessar-fogo estabelecido pelo memorando de entendimento assinado em 17 de junho. O Irã classificou as ofensivas como uma “violação clara” do cessar-fogo e ameaçou “paralisar todos os processos diplomáticos”, enquanto Trump voltou a fazer ameaças. “É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”, disse o presidente no Truth Social no último sábado (27).
No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz, mas as conversas pouco avançaram desde então.
Mercados globais. Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em alta nesta terça-feira. Perto das 11h20, o Dow Jones apresentava uma alta de 0,05%, enquanto o S&P 500 avançava 0,32% e o Nasdaq Composite subia 0,68%. O dia também era positivo na Europa. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, subia 1,23% nesse mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, avançava 0,08% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha uma alta de 0,56%.
Na Ásia, a maioria das bolsas da região fechou em alta, impulsionadas pelos setores de inteligência artificial e semicondutores, após dados melhores do que o esperado da atividade industrial, que indicaram uma demanda resiliente por exportações de alta tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzhen, subiu 1,07%. O índice de Xangai, o SSEC, encerrou em alta de 0,50%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve perdas de 0,63%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,86% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou-se em 0,97%.
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