Dólar cai, de olho em novo tarifaço de Trump e resultados corporativos; Ibovespa sobe
Na véspera, a moeda americana teve uma queda de 0,32%, sendo cotada a R$ 5,0731. O principal índice da bolsa brasileira, por sua vez, recuou 0,03%, atingindo 173.326 pontos.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar mudou a tendência positiva observada pela manhã e passou a operar em baixa nesta quarta-feira (22), apresentando uma redução de 0,28% por volta das 11h10, sendo cotado a R$ 5,0580. O Ibovespa, neste mesmo horário, mostrava um crescimento de 1,46%, alcançando 175.857 pontos.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A nova taxa adicional de 25% imposta por Trump sobre produtos brasileiros está no foco nesta quarta-feira. Essa tarifa começou a valer ontem e a expectativa é que uma nova alíquota, que deve variar entre 10% e 12,5%, seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. Essa medida também pressiona o governo brasileiro, que ainda dialoga com empresários dos setores afetados e analisa como reagir à taxação.
▶️ Além disso, o conflito no Oriente Médio e a diminuição do número de embarcações que conseguem atravessar o Estreito de Ormuz continuam sendo monitorados. Apesar dos mediadores terem solicitado um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para facilitar negociações, os ataques persistem. As tensões refletem nos preços do petróleo, com receios sobre uma possível interrupção na oferta global da commodity. Perto das 11h10, o barril do Brent, referência internacional, estava com alta de 3,04%, cotado a US$ 93,78. O West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 3,11% no mesmo horário, cotado a US$ 86,96 por barril.
▶️ Na agenda econômica, os investidores aguardam uma série de balanços corporativos programados para hoje. Esta é a primeira leva de resultados das empresas do setor de tecnologia nos Estados Unidos e poderá indicar se a alta impulsionada pela inteligência artificial em Wall Street ainda possui fôlego para continuar.
Petróleo supera US$ 95 pela primeira vez desde junho após escalada da guerra entre EUA e Irã
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
- 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,75%; Acumulado do mês: -1,74%; Acumulado do ano: -7,57%.
- 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,22%; Acumulado do mês: +0,76%; Acumulado do ano: +7,57%.
Tarifaço passa a valer
A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22). Essa medida foi revelada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em assuntos internos e inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa possui motivação política. A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão impactados pela medida.
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Governo ainda estuda como reagir à taxação
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Petróleo e tensões no Oriente Médio
Na madrugada desta quarta, pelo horário iraniano, os EUA realizaram ataques a alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo as forças americanas, os bombardeios atingiram centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones do Irã. Moradores de Teerã relataram explosões. Outras explosões foram registradas nas cidades de Chabahar, Konarak e Bushehr, onde está localizada a única usina nuclear do Irã. Antes, o Irã havia atacado instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo. O Irã também afirmou ter atacado a infraestrutura da Amazon no Bahrein, onde a empresa americana mantém um centro regional de dados. A companhia não se manifestou. Ainda na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que poderá atacar “muito em breve” a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz. A montanha abriga uma rede de túneis subterrâneos onde especialistas acreditam que o Irã mantém parte da infraestrutura utilizada no enriquecimento de urânio. Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que irá atacar investimentos dos Estados Unidos e de países aliados caso instalações nucleares iranianas sejam bombardeadas. Segundo um funcionário do Ministério da Saúde iraniano, 50 civis perderam a vida e 500 ficaram feridos nos recentes ataques norte-americanos. Já os EUA confirmaram a morte de 18 militares desde o início da guerra. A escalada das tensões volta a suscitar preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial.
Bolsas globais
Em Wall Street, os principais índices acionários americanos apresentavam desempenho misto nesta quarta-feira (22), aguardando novos balanços corporativos do setor de tecnologia. Perto das 11h10, o Dow Jones subia 0,42%, enquanto o S&P 500 caía 0,06% e o Nasdaq Composite registrava perdas de 0,29%. Na Europa, o dia era mais otimista. Entre os principais índices da região, o alemão DAX subia 0,62% no mesmo horário, enquanto o francês CAC-40 avançava 1,10% e o britânico FTSE 100 tinha alta de 1,47%. Na Ásia, as ações chinesas encerraram o dia em queda nesta quarta-feira, mais uma vez lideradas pelos setores de chips e tecnologia, à medida que investidores realizaram lucros após a sessão anterior ter registrado a maior alta em três meses. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,46%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,07%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,95%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 0,74% e o Nikkei, do Japão, recuou 0,18%.
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