Diretor da CIA compara inteligência artificial a ‘armas nucleares digitais’
Em linha com o governo Trump, John Ratcliffe reiterou que as “tecnologias emergentes” eram “sua prioridade máxima”, “no mesmo nível que a China”.
Foto de julho de 2019 mostra John Ratcliffe durante audiência em Washington Saul Loeb/AFP O diretor da CIA, John Ratcliffe, fez uma comparação, nesta terça-feira (30), entre os modelos mais avançados de inteligência artificial e “armas nucleares digitais”. “Não seria um absurdo, como já mencionamos, comparar suas capacidades com as de armas nucleares digitais”, afirmou Ratcliffe, referindo-se à IA.
Recentemente, o governo Trump alterou sua abordagem em relação à IA por questões de segurança nacional. Em 12 de junho, Washington impôs à Anthropic, uma das principais empresas americanas de IA localizada em San Francisco, a proibição de acesso a seus dois modelos mais poderosos, Mythos 5 e Fable 5, através de um “controle de exportação”.
Essa medida foi parcialmente suspensa na sexta-feira, permitindo que o Mythos 5 agora esteja acessível a um grupo de parceiros americanos. No entanto, a versão do Fable 5, que possui funções limitadas, permanece indisponível ao público em geral. A também americana OpenAI lançou, na sexta-feira (26), seu modelo GPT-5.6, que está acessível apenas a um grupo de parceiros locais autorizados pela Casa Branca.
Em consonância com o governo Trump, Ratcliffe reafirmou que as “tecnologias emergentes” eram “sua prioridade máxima”, “no mesmo nível que a China”. Durante sua fala em uma conferência da AWS, a divisão em nuvem da Amazon, o diretor da CIA, que está no cargo há 18 meses, acusou os adversários dos Estados Unidos de tentarem “roubar e manipular” sua tecnologia.
Ratcliffe destacou uma reorganização na CIA para aprimorar suas capacidades em cibersegurança e revelou ter se encontrado com Elon Musk, CEO da SpaceX, assim como com diretores da Amazon, Google e Dell.
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