Do Japão para sua casa: como usar o futon para decorar e trazer mais conforto
Versátil e repleto de personalidade, o futon superou suas raízes japonesas para se tornar um elemento essencial na decoração moderna.
Dos ambientes que seguem a estética japonesa aos projetos contemporâneos mais elaborados, o futon vem ganhando cada vez mais destaque nas residências brasileiras. Com sua versatilidade, conforto e aparência leve, ele se adapta a diversos estilos decorativos e pode desempenhar várias funções — desde um assento extra até uma cama auxiliar para visitantes. Originário da cultura japonesa, o futon foi criado como uma alternativa prática para otimizar espaços. Usualmente colocado diretamente no chão, servia para dormir, meditar, relaxar e até fazer refeições em locais onde o aproveitamento total da área era fundamental.
“O futon é um colchão de origem japonesa, feito tradicionalmente com camadas de algodão e projetado para ser utilizado diretamente no chão. As versões modernas ganharam novas proporções, acabamentos e estruturas, sendo frequentemente colocadas sobre bases de madeira, pallets ou integradas a sofás e lounges”, explica a designer de interiores Lívia Boechat, do escritório LB Interiores.
O canto alemão, revestido com futon em tecido desenvolvido pela D di Casa, recebeu mesa da Tok Stok e cadeira Valentina da Westwing.
Segundo o arquiteto Thiago Manarelli, do escritório Manarelli Guimarães, os modelos tradicionais costumam ter espuma densa e alta, além de repuxos característicos que ajudam a manter sua forma ao longo do tempo. Os revestimentos são geralmente resistentes — como sarjas e lonas — feitos para suportar o uso constante e garantir maior durabilidade.
As versões modernas, por sua vez, apresentam uma estética mais refinada e adaptável. “Atualmente, encontramos futons mais finos, com acabamentos variados, zíperes visíveis, costuras decorativas e tecidos nobres, como linho, veludo e jacquard”, afirma ele. Essa evolução fez com que a peça deixasse de ser apenas funcional para se tornar um item decorativo de destaque.
Na varanda, um futon feito sob medida, assim como as almofadas.
Para Lívia, a crescente aceitação do futon reflete uma valorização do conforto, da flexibilidade e de lares mais acolhedores. “Em um momento em que as pessoas buscam espaços menos rígidos e mais afetivos, ele aparece como um elemento versátil, visualmente leve e capaz de proporcionar uma sensação de bem-estar”, ressalta.
Em termos de versatilidade, o futon pode ser usado como assento, apoio para camas, banco, chaise, sofá e até como cama extra para hóspedes.
A versatilidade do futon se estende aos ambientes: ele pode ser integrado em salas de estar, quartos, cozinhas, varandas, áreas de leitura e espaços multifuncionais. Para Thiago, a peça também se encaixa muito bem em nichos planejados, aos pés da cama e em composições que substituem sofás tradicionais.
Livia complementa que o recurso é uma ótima opção para quartos de hóspedes e apartamentos pequenos. “Pode ser uma excelente solução pela flexibilidade de uso, permitindo que um mesmo espaço tenha diferentes funções ao longo do dia.”
Diferentes estilos combinam com o futon. Embora frequentemente associado à decoração oriental, o futon é altamente adaptável. Sua aparência final depende muito mais dos materiais e acabamentos do que de uma estética específica. “Os estilos que mais se harmonizam com o futon incluem japandi, boho, contemporâneo, mediterrâneo e até propostas minimalistas”, comenta Lívia.
Entre os tecidos mais comuns utilizados no item estão linho, algodão, veludo e jacquard. “Se criamos um futon em couro, ele transmite uma linguagem completamente diferente de um modelo em linho ou jacquard. O tecido, as costuras, os acabamentos e a espessura alteram totalmente a percepção da peça”, destaca Thiago.
Os tecidos naturais, segundo Lívia, são ideais para compor ambientes atemporais. O deque de madeira cumaru, feito pela Balducchi Marcenaria, dá acesso à piscina, enquanto os futons do Ateliê Iole Mendonça e as almofadas da Codex Home garantem conforto enquanto se aprecia a vista.
Além da escolha do material, elementos como abas, costuras visíveis e variações na cor da linha podem valorizar o design do futon, conferindo-lhe um toque mais sofisticado. Segundo Lívia, a maneira como se trabalha a paleta de cores também é crucial: para destacar o futon na decoração, a sugestão é usar tonalidades fortes; já para suavizá-lo no ambiente, tons terrosos, beges, brancos ou cinzas são recomendados.
Em imóveis compactos, o futon se revela um dos seus cenários ideais. Sua leveza visual amplia a percepção do espaço, enquanto a multifuncionalidade permite que um único elemento desempenhe diferentes funções. “Hoje as pessoas buscam soluções práticas, móveis que sejam visualmente leves e cômodos que possam ser transformados conforme a necessidade. O futon atende exatamente a essa demanda”, observa Thiago.
Base da cama que se estende como banco, de madeira freijó. Futon da Leroy Merlin.
Um banco de ponta a ponta abaixo dos grandes janelões foi projetado pelo escritório, com futons da Futon Company.
Um nicho se transformou em um espaço para leitura, com futons da Futon Company.
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