Lucro estatais federais cresce apesar de prejuízo nos Correios

Em 2025, estatais federais obtiveram lucro de R$ 169,4 bilhões, com destaque para Petrobras, enquanto os Correios enfrentaram grande prejuízo.

Lucro das estatais federais em 2025

O governo anunciou nesta quinta-feira (2) que o total das estatais federais obteve um lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025. A Petrobras foi a principal responsável, contribuindo com 65% do lucro total das estatais federais no mesmo ano.

O balanço financeiro foi revelado pelo Ministério da Gestão. No total, existem 44 empresas públicas ou sociedades de economia mista sob controle do governo brasileiro. O valor representa um aumento de 45,4% em relação ao lucro das empresas públicas em 2024. Esse resultado é impulsionado, em grande parte, pela Petrobras, que sozinha gerou R$ 110,6 bilhões, correspondendo a cerca de 65% do lucro total. Além da Petrobras, o BNDES se destacou com um lucro de R$ 25,6 bilhões, e o Banco do Brasil com R$ 17,8 bilhões. Juntas, essas três estatais somaram 90,9% do lucro total.

Por outro lado, os Correios enfrentaram um prejuízo recorde no último ano, atingindo R$ 8,5 bilhões. Apesar do resultado positivo das demais estatais, o lucro total é inferior ao que foi registrado em 2021, 2022 e 2023. Confira os números:

  • 2021: R$ 187,5 bilhões
  • 2022: R$ 275,1 bilhões
  • 2023: R$ 197,9 bilhões
  • 2024: R$ 116,5 bilhões
  • 2025: R$ 169,4 bilhões

Crise dos Correios

O prejuízo de R$ 8,5 bilhões dos Correios em 2025 foi o maior da história da estatal e mais de três vezes superior ao déficit de R$ 2,4 bilhões registrado em 2024. Com esse resultado, a empresa acumulou 14 trimestres consecutivos no vermelho.

A deterioração das contas da estatal foi provocada pela redução das receitas com encomendas internacionais e pelo aumento das despesas, especialmente com precatórios e folha de pagamento. Em 2025, as despesas gerais e administrativas cresceram 37%, enquanto a receita com serviços caiu 12%.

Para tentar reverter essa situação, a estatal anunciou uma série de medidas, incluindo um programa de demissão voluntária (PDV), a venda de imóveis, a revisão de contratos e um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União. Mesmo assim, o cenário continuou a se agravar. No primeiro trimestre de 2026, a estatal registrou um prejuízo de R$ 3,1 bilhões, 82% maior do que no mesmo período do ano anterior, e já antecipa resultados ainda piores ao final deste ano.

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Em Foco Hoje Redação
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