Família de missionário dos EUA preso por espancar filho de 3 anos era acompanhada há oito meses pelo Conselho Tutelar
A instituição de Viamão confirmou que a família do missionário norte-americano suspeito de agredir o filho de 3 anos estava sob acompanhamento do órgão. O expediente foi aberto há cerca de oito meses por conta da vulnerabilidade da família. O conselho informou que a família foi direcionada a serviços municipais, incluindo saúde.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp. Não houve solicitação de investigação à Polícia Civil, pois não existiam indícios de agressões. O Conselho Tutelar optou por não conceder entrevistas à RBSTV, que esteve na sede da unidade que atende a família. O argumento apresentado é que as profissionais não poderiam compartilhar detalhes em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Missionário confessou agressão por não ouvir ‘bom dia’
Um homem de 33 anos, missionário religioso oriundo dos Estados Unidos, teve sua prisão preventiva decretada na segunda-feira (6) após admitir ter espancado o filho de três anos em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, o pai alegou que as agressões ocorreram porque a criança não lhe disse ‘bom dia’. O menino se encontra internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS), na capital.
Conforme a polícia, o incidente aconteceu na manhã de domingo (5), na casa da família, situada na área rural de Águas Claras. A delegada Luana Tamiozzo Medeiros, que está à frente da investigação na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), relatou que o homem confessou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão.
A mãe da vítima estava em outro cômodo e não presenciou as agressões. Após os atos violentos, o homem levou o filho ferido até a mulher, e o casal levou o menino ao Hospital de Viamão. Ao perceber a gravidade das múltiplas lesões, a equipe médica acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O norte-americano foi preso em flagrante no hospital. Na audiência de custódia realizada na segunda-feira (6), a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva. A Polícia Civil indicou que deve indiciar o homem por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e contra menor de 14 anos.
Histórico de violência
A família reside no Brasil há nove anos e está em Viamão há aproximadamente seis meses. O casal tem outros filhos, todos nascidos no Brasil. De acordo com a Polícia Civil, há indícios de um histórico de violência familiar contínua. A mãe informou aos policiais militares que o marido já havia demonstrado comportamento agressivo em outras ocasiões. A delegada Luana Tamiozzo Medeiros solicitou medidas de proteção com base na Lei Henry Borel para as crianças e as encaminhou para perícia, a fim de investigar se também foram vítimas de maus-tratos.
Autoridades gaúchas estão em contato com a Polícia Federal, que confirmou a situação migratória regular do homem no país. A polícia também colabora com corporações de outros estados para verificar se existem registros anteriores de violência ou envolvimento do Conselho Tutelar com a família em outras partes do Brasil. A mãe permanece ao lado do menino internado no HPS. Para mais notícias acesse… Confira também outros conteúdos em…



