Dólar opera em queda, com conflito no Oriente Médio no radar; Ibovespa cai
Na véspera, a moeda americana teve uma queda de 0,43%, sendo cotada a R$ 5,0893. O principal índice da bolsa brasileira, por sua vez, recuou 0,20%, atingindo 173.371 pontos.
O dólar está em queda nesta terça-feira (21), apresentando uma redução de 0,22% por volta das 10h50, com a cotação a R$ 5,0781, enquanto investidores monitoram os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O Ibovespa, índice que representa a bolsa brasileira, registrava uma queda de 0,19% no mesmo horário, a 173.047 pontos.
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O aumento das tensões no Oriente Médio continua a impactar os preços do petróleo no mercado internacional. Apesar dos apelos de mediadores por um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para facilitar negociações, os ataques persistem. Na véspera, os EUA iniciaram uma nova ofensiva, e explosões foram reportadas em Bandar Abbas, próximo ao Estreito de Ormuz. Essas ações renovam as preocupações sobre possíveis impactos na oferta global de petróleo. Por volta das 10h50, o barril do Brent, que é a referência internacional, apresentava uma alta de 2,20%, sendo cotado a US$ 91,18. O West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, também subia 2,72% nesse horário, cotado a US$ 85,49 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
- 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,43%; Acumulado do mês: -1,42%; Acumulado do ano: -7,28%.
- 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,20%; Acumulado do mês: +0,78%; Acumulado do ano: +7,60%.
Escalada das tensões no Oriente Médio
O conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua a gerar preocupação entre os investidores globais. Na véspera, após novos ataques dos EUA, a mídia iraniana noticiou explosões em Bandar Abbas, uma área próxima ao Estreito de Ormuz, que é responsável por cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo. De acordo com o Comando Central americano, a ofensiva tem como objetivo degradar ainda mais as capacidades militares iranianas que são utilizadas para atacar a navegação comercial na região. Durante o final de semana, pelo menos quatro militares americanos perderam a vida em ataques iranianos. Além disso, na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou a promessa de retaliação em resposta à morte de soldados americanos. A escalada das tensões traz novamente à tona as preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
Bolsas globais
O dia se mostrava positivo na Europa, onde os principais índices da região estavam em alta. Os investidores continuavam a avaliar a atuação do novo ministro de finanças do Reino Unido e permaneciam atentos aos desdobramentos da guerra no Irã. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, subia 0,15%, enquanto o CAC-40, da França, avançava 0,10% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha uma alta de 0,15%. O Ibex 35, da Espanha, apresentava uma valorização de 0,73%.
Na Ásia, as ações de tecnologia chinesas se valorizaram nesta terça-feira (21), ajudando a impulsionar os principais índices de referência da região, uma vez que as ações de semicondutores se recuperaram das perdas do dia anterior. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 3,06%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve uma alta de 1,79%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve uma leve queda de 0,04%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou-se em 3,56% e o Nikkei, do Japão, subiu 3,26%.
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