Barrichello volta a acelerar Ferrari do polêmico GP da Áustria de 2002
O grid de largada do GP da Áustria de 2026 já estava definido quando carros históricos da Fórmula 1 realizaram voltas rápidas no circuito de Spielberg, como parte da programação oficial do evento deste ano. E quem se destacou foi a Ferrari F2002, pilotada por Rubens Barrichello, que voltou a dirigir o modelo com o qual viveu um dos GPs mais comentados da história da F1, o da Áustria de 2002, quando teve que ceder a vitória ao seu companheiro de equipe, Michael Schumacher, devido a ordens da equipe.
O público vaiou a decisão da Ferrari, considerando Barrichello o verdadeiro vencedor daquela corrida. Visivelmente constrangido, Schumacher trocou de lugar com o brasileiro, colocando-o no topo do pódio e entregando o troféu de vitória ao seu colega de equipe. Em 2026, a organização do GP convidou Barrichello para acelerar novamente a Ferrari, enquanto ele também acompanhava seu filho, Fefo Barrichello, que compete na Fórmula 3 nesta temporada.
Questionado pelo ge.globo se sentiu a emoção do público presente no paddock, que parou para ouvir o ronco do motor V10 da Ferrari ecoando pelo circuito, Barrichello comentou: – Todo mundo parou para ouvir a gente acelerando a Ferrari porque eu acelerei para valer, mandei ver mesmo. Parece que eu fiz isso ontem (risos). Nossa, que felicidade, foi demais.
Além da F2002 pilotada por Barrichello, a apresentação contou com a Ferrari 312T (de 1975, carro do primeiro título mundial de Niki Lauda), o Tyrrell P34 (de 1976, famoso por suas seis rodas), o Brabham BT52B (de 1983, que deu o segundo título mundial a Nelson Piquet) e o Red Bull Racing RB6 (de 2010, que conquistou o primeiro título para Sebastian Vettel).
A alegria de Barrichello em acelerar novamente o carro do GP da Áustria de 2002 ajuda a reescrever um capítulo feliz em uma corrida que, na época, foi considerada uma das mais polêmicas da história, como explica o jornalista Jon Noble, que cobre a F1 há mais de três décadas e esteve presente naquela corrida: – Naquela época, a F1 estava em uma situação diferente: sem redes sociais e a internet ainda não era tão difundida. Naquele momento, parecia a maior polêmica que a categoria já havia enfrentado em muito tempo. Lembro que na segunda-feira após a corrida eu pensava: como a F1 vai se recuperar disso? No fim, os acontecimentos tomaram um rumo bem diferente, e o esporte passou por muitas outras controvérsias. Mas na época foi um grande choque que tão cedo na temporada, esse tipo de crueldade por parte da equipe tivesse se manifestado.
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