Russell revela problema com motor Mercedes por trás de mau desempenho na F1
O GP da Hungria da Fórmula 1 é um dos eventos mais aguardados do ano: veja a análise de Rodrigo França. A vitória de George Russell na Áustria, que encerrou um jejum de seis corridas nesta temporada, foi seguida por dois finais de semana complicados para o piloto. Após quase vencer e ficar em segundo lugar no GP da Grã-Bretanha, ele abandonou a corrida na Bélgica na semana passada. Contudo, a Mercedes finalmente identificou o que estava errado com o motor do piloto, uma notícia que animou o inglês. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp.
Hamilton valoriza reação um ano após se declarar inútil na Hungria: “Orgulhoso”. F1 considera a volta do GP da Malásia em 2026, em meio a incertezas. George Russell saiu frustrado após abandonar o GP da Bélgica. Christian Hartmann/Reuters – Na verdade, havia números na tela que não estavam completamente calibrados. Portanto, não é que o hardware estivesse com defeito ou houvesse um problema em si. Também ocorreram duas falhas em Spa. Acredito que a utilização da energia coletada pelo carro não estava sendo otimizada durante a volta. Isso também foi observado com (Oscar) Piastri, que enfrentou um problema semelhante. Então, esse foi um dos meus problemas – comentou Russell nesta quinta-feira durante a coletiva no Circuito de Hungaroring.
Ele acrescentou: – Além disso, houve algo à parte; tudo estava relacionado ao fato de a calibração não estar totalmente correta. Não pretendo me restringir apenas a números na tela, mas agora sabemos quais dados possivelmente estavam errados. Podemos corrigir isso, recalibrar tudo e garantir que a unidade de potência alcance seu potencial máximo. George Russell na coletiva de imprensa do GP da Hungria da F1 2026 Mark Sutton – Formula 1/Formula 1 via Getty Images.
É importante lembrar que a atual unidade de potência da F1 é composta por duas partes: o motor a combustão, que gera 53% da força para o carro, e o motor elétrico, que inclui o MGU-K (que recupera energia das rodas) e a bateria. Essa divisão aumentou o papel do gerenciamento de energia nos motores da F1 em 2026. Agora, os pilotos precisam pilotar levando em consideração técnicas de recuperação de energia; caso contrário, suas baterias se esgotam e eles ficam com apenas 400kW de energia disponível de um total de mais de 700kW. Piastri, mencionado por Russell, teve problemas com um defeito em um sistema autônomo do motor Mercedes, já que a McLaren é cliente da fabricante alemã. Segundo o chefe da equipe inglesa, Andrea Stella, a nova unidade de potência da F1 possui um modo que se adapta a cada volta, antecipando parâmetros de gestão de energia e outras questões.
George Russell no terceiro treino livre para o GP da Bélgica Jakub Porzycki/Reuters. No entanto, esse sistema é muito sensível a pequenas alterações e afeta a distribuição de potência fornecida ao piloto. De acordo com informações do portal “Motorsport.com”, as descobertas recentes da Mercedes tratam exatamente disso: o motor não estava distribuindo corretamente, ao longo da volta, a força obtida pelo sistema de recuperação de energia da unidade de potência. Como resultado, Russell ficou com muito menos velocidade no terceiro setor da pista, um fenômeno semelhante ao que aconteceu com Piastri, que teve dificuldades, especialmente na classificação no Circuito de Spa-Francorchamps. Essa falha só foi identificada após diversas análises no software do motor Mercedes. Oscar Piastri terminou em quinto lugar no GP da Bélgica da F1 2026; ele também enfrentou problemas com o motor da Mercedes. Marcel van Dorst/EYE4IMAGES/NurPhoto via Getty Images.
Russell ainda mencionou que, nos últimos dias, achou que a questão poderia ser decorrente de algum erro em seu estilo de pilotagem. Contudo, nenhuma das tentativas do piloto do carro 63 teve sucesso: – É um grande alívio para mim e também enquanto estou pilotando, porque, para ser sincero, durante algumas voltas em Silverstone e depois na sexta-feira e sábado em Spa, eu pensava em como precisava dirigir para que a unidade de potência fosse rápida nas retas; como acelerar, o uso das marchas, em quanto tempo antes de acelerar eu já estava antecipando. Os dados indicavam que essa poderia ser a razão, mas não era. Agora estou ansioso para participar de um fim de semana em que eu possa simplesmente me concentrar em pilotar rápido e focar nas coisas simples.
A frustração foi tão grande que, no último fim de semana, Russell desabafou ao conversar com o canal “Sky Sports F1” e pediu que ao menos recebesse um carro igual ao do colega de equipe e líder do Mundial, Kimi Antonelli. O piloto caiu para a terceira posição no campeonato de construtores, ficando atrás do próprio Antonelli e, agora, do vice-líder Lewis Hamilton. George Russell abandona o GP da Bélgica de F1 2026 John Thys / AFP.
O abandono do inglês na corrida do último fim de semana ainda foi marcado por uma colisão envolvendo Hamilton, na largada da prova vencida por Antonelli. Russell, no entanto, minimizou o impacto com o rival, seu ex-colega na Mercedes; ele atribuiu o problema no carro pelo fato de ter ficado no caminho do heptacampeão, que o ultrapassou facilmente. Charles Leclerc também ultrapassou Russell, na ocasião. Infos e horários – GP da Hungria da F1 2026 Para mais notícias acesse… Confira também outros conteúdos em…



