A execução de um casal de mulheres no Espírito Santo, um evento trágico, chamou a atenção de todos. Daniele Toneto e Francisca Chaguiana Dias Viana, que estavam juntas há sete anos, foram mortas por um policial militar em um ato que levantou questões sobre a segurança pública e a atuação das forças policiais.
Daniele, de 45 anos, e Francisca, de 31, estavam investindo em um pequeno negócio de venda de pimentas e biscoitos caseiros, com o sonho de adotar uma criança. O crime ocorreu em Cariacica, na Grande Vitória, em um dia que deveria ser comum, mas se transformou em uma tragédia.
Casal de mulheres executado por policial
O policial Luiz Gustavo Xavier do Vale, cabo da Polícia Militar, foi o responsável pelos disparos que tiraram a vida das duas mulheres. De acordo com as investigações, ele teria agido após receber informações sobre um desentendimento entre o casal e sua ex-mulher, que envolvia questões de vizinhança.
Francisca das Chagas Dias Viana, irmã de Francisca Chaguiana, revelou que as duas estavam felizes e fazendo planos. Ela expressou seu desejo de justiça, afirmando: “Elas estavam na fila de adoção, eu quero Justiça, eu e a minha família, é o desejo de todos”.
Histórico e contexto do casal
Francisca Chaguiana se mudou do Maranhão para o Espírito Santo em 2018, com o intuito de ajudar sua irmã, que estava grávida. Desde então, as duas se aproximaram e desenvolveram uma relação forte, sempre preocupadas com o bem-estar uma da outra e de seus sobrinhos. A irmã de Francisca contou que a cunhada era carinhosa e se importava profundamente com as crianças da família.
O casal estava em um processo de crescimento pessoal e profissional, buscando melhorar suas vidas através do trabalho. Elas produziam os alimentos em casa e faziam as entregas de moto, um esforço que refletia o desejo de conquistar um futuro melhor.
A última ligação antes da tragédia
Menos de 20 minutos antes de serem mortas, Francisca Chaguiana fez uma ligação para o 190, o número de emergência da Polícia Militar. Essa ligação, feita às 9h46, foi confirmada por sua irmã, que ficou com o celular da vítima após a morte. Às 10h02, uma viatura chegou ao local, mas a situação rapidamente se agravou.
O cabo Luiz Gustavo chegou ao local com outros policiais, armados e prontos para agir. A interação entre as vítimas e os policiais foi tensa, e o desfecho foi trágico. Daniele morreu no local, enquanto Francisca foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Repercussão e ações da Justiça
O caso gerou grande repercussão na comunidade local e levantou questões sobre a atuação da Polícia Militar. Seis policiais estavam presentes no momento da execução e não tomaram medidas para impedir a ação do cabo Luiz Gustavo. A Justiça determinou a prisão preventiva do policial, que está detido enquanto o inquérito avança.
Além disso, a Polícia Militar iniciou um processo demissionário contra o cabo, devido à gravidade da situação e à necessidade de preservar a honra da instituição. O comandante-geral da Polícia Militar afirmou que a corporação não tolera comportamentos que coloquem em risco a integridade da sociedade.
Reflexões sobre segurança e justiça
O caso do casal de mulheres executado no Espírito Santo é um lembrete doloroso das falhas que podem ocorrer nas instituições responsáveis pela segurança pública. A busca por justiça é um desejo não apenas da família das vítimas, mas de toda a sociedade que clama por mudanças e melhorias no sistema.
É fundamental que a população continue a exigir respostas e que haja um compromisso real das autoridades em investigar e punir aqueles que abusam de seu poder. A tragédia de Daniele e Francisca não pode ser esquecida e deve servir como um ponto de partida para discussões mais amplas sobre segurança e direitos humanos.
Para acompanhar mais informações sobre o caso e outros assuntos relevantes, acesse Em Foco Hoje. Além disso, para entender mais sobre direitos humanos e questões de segurança, você pode visitar o site Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.



