São Paulo confirma 13 casos de sarampo em 2026 e intensifica vacinação na capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou 13 casos de sarampo em 2026. Desses, 11 ocorreram na capital e dois em São Bernardo do Campo. Em resposta ao aumento dos casos, o órgão recomendou a intensificação das ações de vacinação, incluindo a dose zero para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias nas áreas afetadas, além de um reforço na vigilância para a identificação precoce de novos casos.
As manchas avermelhadas típicas do sarampo costumam aparecer no rosto e se espalhar pelo corpo, causando coceira intensa. Caso seu filho apresente esses sintomas juntamente com febre alta, é importante buscar atendimento médico.
A cobertura vacinal contra o sarampo no estado é de 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda, ambas abaixo da meta ideal de 95% sugerida pela Organização Mundial da Saúde.
Por que o sarampo voltou a preocupar
O vírus do sarampo é considerado um dos mais contagiosos que existem. Diferente de outras doenças, ele não requer contato direto com uma pessoa infectada para se espalhar: as partículas virais permanecem suspensas no ar por tempo suficiente para infectar quem entrar no ambiente posteriormente. “Sarampo é uma doença extremamente transmissível e não faz distinção entre aqueles que não foram vacinados. Em cenários de baixa cobertura vacinal, é o primeiro vírus que se manifesta”, alerta Renato Kfouri, pediatra, infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), além de colunista da Crescer.
O Brasil havia eliminado o sarampo em 2024, quando não havia mais transmissão sustentada da doença. Contudo, essa eliminação não impede a ocorrência de casos importados, e a situação internacional é preocupante: Estados Unidos, Canadá, México e Guatemala estão enfrentando surtos com milhares de casos e mortes em 2026. “Indivíduos com sarampo podem chegar aqui. Nossa tarefa é fortalecer os dois pilares fundamentais: a vacinação, mantendo coberturas altas, idealmente acima de 95% com as duas doses, e uma vigilância atenta para os casos suspeitos”, afirma Kfouri.
O que os pais precisam fazer agora
A principal forma de proteção é manter a vacinação em dia. A vacina tríplice viral, disponível gratuitamente no SUS, protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O calendário regular prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. No entanto, diante do cenário atual, a Secretaria de Saúde de São Paulo recomenda a dose zero para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias nas regiões afetadas. Essa dose extra não substitui as doses do calendário regular, mas oferece proteção adicional enquanto o bebê não atinge a idade para a primeira dose.
A vacina tríplice viral, disponível sem custo no SUS, é a principal defesa contra o sarampo. Em São Paulo, bebês de 6 a 11 meses já podem receber a dose zero nas unidades de saúde.
Os pais que residem ou transitam pela capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo devem se dirigir à unidade básica de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal de seus filhos e receber orientações sobre a dose zero.
Sintomas do sarampo
Os primeiros sinais do sarampo geralmente incluem febre alta, tosse, coriza e olhos avermelhados. Alguns dias depois, aparecem manchas avermelhadas na pele, que normalmente começam pelo rosto e se espalham pelo corpo. Se a criança apresentar esses sintomas, especialmente se não estiver com a vacinação completa ou tiver tido contato com alguém infectado, é fundamental procurar atendimento médico e informar o profissional de saúde sobre a suspeita de sarampo.
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