Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, está no centro de uma denúncia por obstrução à Justiça. O Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro apontou que ele e outros três indivíduos tentaram dificultar investigações relacionadas ao instituto.
As acusações incluem a suposta ordem de Deivis para desligar câmeras de segurança do prédio onde reside. Isso teria permitido a retirada de documentos e objetos do local, levantando suspeitas sobre a intenção de ocultar provas.
Deivis Marcon Antunes e a Denúncia
O MPF identificou Deivis como uma figura chave em um esquema que envolve obstrução à Justiça e organização criminosa. A denúncia revela que, quando a Polícia Federal chegou ao apartamento de Deivis, não havia mais documentos do Rioprevidência. O instituto é alvo de investigações devido a investimentos significativos, totalizando R$ 970 milhões no Banco Master.
Movimentações Suspeitas
Durante a investigação, foi constatado que, em 15 de janeiro, as câmeras de segurança foram desligadas por cerca de 30 minutos. O porteiro do prédio confirmou que Deivis, que também é síndico, fez a solicitação pouco antes das 11h. Nesse intervalo, diversas malas e pastas foram retiradas do apartamento.
Outros Envolvidos na Denúncia
Além de Deivis, outros três indivíduos foram denunciados. Rodrigo Schmitz, empresário, é acusado de transportar objetos para outro apartamento no mesmo edifício a pedido de Deivis. Bruno Elias Hins, responsável pela segurança do prédio, é suspeito de apagar imagens das câmeras. Aroldo Morais Elliot, motorista de Deivis, teria levado um carro de luxo, um Porsche, para Santa Catarina, possivelmente para evitar a apreensão.
Investigação da Polícia Federal
A investigação da Polícia Federal revelou que as ações dos denunciados foram coordenadas. Quando a PF realizou uma operação de busca e apreensão em 23 de janeiro, o apartamento de Deivis já estava quase vazio. Essa movimentação não parece ser mera coincidência, mas sim uma estratégia para atrasar a ação policial e ocultar evidências.
Consequências Legais
O MPF está buscando a condenação dos quatro denunciados e a imposição de uma indenização mínima de R$ 660 mil, além da perda de bens relacionados ao caso. As ações de Deivis e seus cúmplices foram interpretadas como tentativas deliberadas de driblar a Polícia Federal e dificultar a investigação.
As implicações dessa denúncia são significativas, não apenas para os envolvidos, mas também para a confiança pública nas instituições. A obstrução à Justiça é um crime sério que pode acarretar consequências severas para aqueles que tentam interferir em investigações legais.
Para mais informações sobre o caso e seus desdobramentos, acesse Em Foco Hoje. Além disso, você pode consultar a página do governo para entender mais sobre o papel do Ministério Público Federal em casos semelhantes.



