A Inceptio tráfico lavagem dinheiro é um caso que ganhou destaque na Justiça do Acre, onde empresários e sócios foram formalmente acusados. A Vara de Organizações Criminosas de Rio Branco aceitou a denúncia contra um grupo de indivíduos, incluindo André Borges, Douglas Henrique Silva da Cruz, John Muller Lisboa, Marck Johnnes Lisboa e Mayon Ricary Pontes Lisboa, além de outras nove pessoas.
Os réus foram detidos durante a Operação Inceptio, que abrangeu não apenas o Acre, mas também outros estados como Rondônia, Minas Gerais, Bahia, Paraíba e São Paulo. Essa operação foi conduzida pela Polícia Federal, que investiga atividades relacionadas ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Acusações na Inceptio Tráfico Lavagem Dinheiro
Os crimes imputados aos acusados incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Marck Johnnes Lisboa é identificado como o líder do grupo, segundo a denúncia do Ministério Público do Acre. O juiz Alex Ferreira Oivane, responsável pelo caso, destacou que Marck Johnnes teve um papel significativo na liderança e coordenação das atividades ilícitas.
Após ser libertado em dezembro do ano anterior, Marck Johnnes foi novamente preso e se apresentou à polícia. André Borges, que foi solto dois dias após a operação, também enfrentou revogação de liberdade anteriormente. Mayon Ricary, por sua vez, teve a mesma sorte ao ser liberado na mesma decisão que favoreceu Marck Johnnes.
Detalhes sobre os Réus
- Marck Johnnes Lisboa: Integrar organização criminosa; associação para o tráfico; lavagem de dinheiro por 38 vezes; dano qualificado ao patrimônio público.
- André Borges: Integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- Douglas Henrique da Cruz: Integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- John Muller Lisboa: Integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- Mayon Ricary Lisboa: Integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Funcionamento do Suposto Crime
O Ministério Público detalhou que o grupo operava de maneira estruturada, com divisão de funções entre os membros. Eles eram responsáveis pelo envio de drogas para outros estados e pela movimentação financeira oriunda das atividades ilícitas, buscando ocultar a origem dos valores. Conversas entre os integrantes eram codificadas para tratar das operações ilegais.
Empresários Envolvidos na Operação
Os irmãos Lisboa, John, Mayon e Johnnes, além do primo Douglas, são proprietários de várias empresas que organizam eventos no Acre. Douglas, através de suas empresas, foi responsável pela venda de camarotes e pela contratação de artistas para eventos como a Expoacre. A prisão dos envolvidos resultou no cancelamento de um show do DJ Alok, que estava agendado para ocorrer na Arena da Floresta.
Além disso, John Muller Lisboa ocupava um cargo na Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia, recebendo um salário considerável. Sua exoneração ocorreu um dia após a prisão, conforme publicado no Diário Oficial do Estado.
Consequências e Bloqueio de Bens
A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 130 milhões em contas do grupo, além da apreensão de bens avaliados em cerca de R$ 10 milhões. As investigações revelaram que o grupo atuava em múltiplos estados, enviando grandes quantidades de drogas e utilizando contas bancárias e empresas de fachada para movimentar o dinheiro do tráfico.
O delegado André Barbosa, da Delegacia de Repreensão a Entorpecentes da PF-AC, afirmou que o grupo estava ativo desde 2019, e a investigação foi desencadeada durante apurações de outros crimes. O caso destaca a complexidade das operações de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas no Brasil.
Para mais informações sobre operações policiais e suas implicações, você pode acessar o site oficial do governo. Além disso, para atualizações sobre o caso, visite Em Foco Hoje.



