A Copa do Mundo vem se aproximando e, com o clima de futebol no ar, é interessante refletir sobre a intersecção entre diferentes esportes. A Fórmula 1, uma das competições automobilísticas mais prestigiadas do mundo, já teve sua presença em diversos países que também estarão na próxima edição da Copa. Alguns desses locais são bem conhecidos no calendário da F1, como Brasil e Japão, enquanto outros têm histórias mais esquecidas, mas igualmente fascinantes.
Neste artigo, vamos explorar sete países na Copa do Mundo 2026 que já sediaram corridas da Fórmula 1, revelando curiosidades e momentos marcantes que esses locais proporcionaram ao automobilismo mundial.
Marrocos e o GP de 1958
O Marrocos, que será o adversário do Brasil na estreia da Copa do Mundo, é um exemplo de um país que teve uma passagem breve, mas significativa, pela Fórmula 1. O país do norte da África recebeu apenas uma corrida oficial, em 1958, no Circuito de Ain-Diab, em Casablanca. Essa corrida não só foi um marco na história do automobilismo, mas também teve um impacto emocional profundo, devido ao trágico acidente que resultou na morte do piloto Stuart Lewis-Evans.
Suíça e a Era de Ouro da F1
A Suíça, que faz parte do grupo B na Copa, foi o palco de cinco corridas da Fórmula 1 entre 1950 e 1954, todas realizadas no desafiador circuito de Bremgarten. Esse traçado, cercado pela floresta, era famoso por suas curvas rápidas e perigosas. No entanto, após o trágico acidente nas 24 Horas de Le Mans em 1955, o país decidiu proibir corridas em circuitos, uma decisão que perdurou por mais de sete décadas.
Suécia e o Autódromo de Anderstorp
Classificada para a Copa do Mundo, a Suécia também teve seu momento na Fórmula 1 entre 1973 e 1978, no Autódromo de Anderstorp. O crescimento do automobilismo no país foi impulsionado pelo carisma do piloto Ronnie Peterson. O autódromo, com sua peculiaridade de ter a entrada dos boxes no meio do circuito, foi palco de vitórias memoráveis, mas a morte de Peterson em 1978 abalou a popularidade da F1 na Suécia, resultando no cancelamento da corrida de 1979.
África do Sul e o Apartheid
A África do Sul, que retorna à Copa após 16 anos, também teve sua história na Fórmula 1. O país sediou corridas em dois circuitos: East London e Kyalami. Este último, conhecido por sua altitude e características desafiadoras, recebeu 20 corridas entre 1967 e 1993. Contudo, a realização das provas foi frequentemente criticada devido ao regime do Apartheid, e a corrida de 1985 foi boicotada por equipes francesas. O retorno da F1 ao país após o fim do Apartheid foi breve, e atualmente, esforços estão sendo feitos para trazer a categoria de volta.
Coreia do Sul e a modernidade
Embora não seja tradicional no automobilismo, a Coreia do Sul teve seu momento na Fórmula 1 com o Circuito Internacional da Coreia, que recebeu corridas de 2010 a 2013. O traçado, projetado por Hermann Tilke, enfrentou desafios logísticos e financeiros, levando à sua retirada do calendário. A experiência sul-coreana na F1 destaca a busca do país por se firmar no cenário esportivo global.
Argentina e a rica história do automobilismo
A Argentina, país com uma rica tradição tanto no futebol quanto no automobilismo, recebeu sua primeira corrida de Fórmula 1 em 1953. O Autódromo Oscar y Juan Galvez, em Buenos Aires, foi o palco de grandes vitórias, incluindo as de Juan Manuel Fangio. Apesar de altos custos que levaram ao hiato da corrida em 1999, a popularidade da F1 voltou a crescer com a nova geração de pilotos, como Franco Colapinto, que busca reavivar o interesse pela categoria.
Turquia e a curva Diabólica
Por fim, a Turquia, que recebeu a F1 pela última vez em 2021, é lembrada por seu circuito de Istambul Park, famoso pela curva 8, conhecida como “Diabólica”. A pista teve um retorno ao calendário em 2020, mas a permanência da Turquia na F1 ainda é incerta. A história da Fórmula 1 nesse país reflete a dinâmica e as mudanças constantes que a categoria enfrenta.
Esses países na Copa que já receberam a F1 trazem à tona a intersecção entre duas das maiores paixões do mundo: futebol e automobilismo. Cada um deles deixou uma marca indelével na história da Fórmula 1, e suas histórias são um lembrete de como o esporte pode unir nações e culturas.
À medida que a Copa do Mundo se aproxima, é interessante acompanhar como essas histórias se entrelaçam e o que o futuro reserva para esses países no contexto esportivo. Para mais informações sobre automobilismo e outros esportes, confira também outros conteúdos em nosso site.



