Quem se salvou e quem decepcionou na seleção brasileira na Copa do Mundo
“Vivemos o pior momento da seleção brasileira”; Rizek comenta. O Brasil conclui sua participação na Copa do Mundo de 2026 com frustração, não apenas pelo resultado e pela performance coletiva, mas também pelo desempenho de alguns de seus principais jogadores. Por outro lado, alguns atletas se destacaram na campanha mais decepcionante da Seleção desde 1990. Abaixo, o ge lista quem teve um desempenho insatisfatório e quem se destacou nos cinco jogos que o Brasil disputou no torneio.
- Derrota Brasil 1 x 2 Noruega
Quem decepcionou
Endrick
Endrick não participou da estreia contra Marrocos, mas teve a oportunidade nos quatro jogos seguintes após um forte pedido popular. Contudo, não atendeu às expectativas. Nos confrontos com Haiti e Escócia, ele entrou no segundo tempo e foi discreto. No duelo contra o Japão, entrou no intervalo, movimentou-se bastante, mas produziu pouco. O pior momento foi contra a Noruega, quando teve uma chance clara de marcar, mas finalizou mal.
Raphinha
Raphinha chegou à Copa como um dos destaques da Seleção, mas seu desempenho ficou aquém do esperado. Teve uma atuação fraca na estreia contra Marrocos e perdeu uma excelente oportunidade na partida contra o Haiti, onde se lesionou. Após tratamento intensivo, não estava em condições adequadas para enfrentar a Noruega e ficou no banco.
Casemiro
Casemiro, embora tenha sido fundamental no jogo contra o Japão ao marcar o gol de empate, teve uma Copa do Mundo abaixo do que se esperava. Na estreia, recebeu cartão amarelo logo no início, teve uma atuação insatisfatória e foi substituído no intervalo. Ele teve um desempenho semelhante na segunda fase, mas desta vez permaneceu em campo sob a orientação de Carlo Ancelotti e conseguiu se redimir.
Neymar
Neymar não teve a “última dança” que esperava. Chegou à Copa lesionado e só estreou no terceiro jogo, entrando no segundo tempo. Na fase seguinte, contra o Japão, não saiu do banco, mesmo com o Brasil necessitando de mais ofensividade. Jogou 34 minutos contra a Noruega, onde teve uma atuação discreta, se envolveu em confusões, recebeu cartão amarelo e marcou um gol de pênalti nos acréscimos.
Ancelotti
Carlo Ancelotti era uma das esperanças do Brasil para romper um jejum de 24 anos, mas não entregou mais do que seus predecessores em Copas, apesar do curto tempo de trabalho e das várias ausências. Ele fez escolhas questionáveis, como escalar Ibãnez e Igor Thiago como titulares na estreia, que depois não jogaram mais. A Seleção enfrentou dificuldades em encontrar alternativas ofensivas e jogou de forma reativa. Contra a Noruega, a equipe ficou mais vulnerável após as substituições e acabou sucumbindo.
Quem se salvou
Matheus Cunha
Matheus Cunha, que começou a Copa no banco, conquistou a posição e não a perdeu mais. Ele anotou três gols (dois contra o Haiti e um contra a Escócia) e também ajudou na construção das jogadas, recuando para atuar como um meia. Na partida contra a Noruega, sofreu um pênalti no primeiro tempo.
Vini Jr
Vini Jr assumiu o protagonismo que muitos esperavam dele na Seleção. Contra Marrocos, salvou uma atuação ruim do Brasil com uma jogada individual e o gol de empate. Depois, marcou contra Haiti e Escócia (duas vezes), e quase fez um golaço contra o Japão. Ele foi menos participativo contra a Noruega, mas fez um ótimo passe para a chance perdida por Endrick no segundo tempo.
Douglas Santos
Douglas Santos superou as desconfianças, ganhou a disputa com Alex Sandro e fez uma Copa segura, especialmente na defesa.
Rayan
Rayan, escolhido para substituir Raphinha, entrou bem no time e mostrou personalidade, mesmo aos 19 anos. Ele foi importante na marcação e na pressão aos adversários, contribuindo para o primeiro gol contra a Escócia. Faltou um gol e mais ousadia em jogadas individuais, mas ainda assim teve um saldo positivo nesta Copa.
Bruno Guimarães
O pênalti perdido contra a Noruega não apaga a boa atuação de Bruno Guimarães na Copa do Mundo. Ele deu quatro assistências e foi fundamental no meio de campo brasileiro nos quatro primeiros jogos do torneio, além de desempenhar um papel importante na defesa. Ele deve continuar sendo um dos protagonistas e líderes do grupo no próximo ciclo de Copa.
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