A situação do recém-nascido UTI em Belém é alarmante. Há 22 dias, a engenheira agrônoma Laysa Almeida espera que seu filho, que nasceu com sérios problemas cardíacos, seja transferido para um leito de UTI. Apesar de duas ordens judiciais, a transferência ainda não ocorreu, gerando desespero na mãe.
No dia do parto, realizado na Maternidade do Povo, o bebê apresentou marcas roxas pelo corpo e não chorou. Laysa não teve a oportunidade de segurar seu filho, uma experiência que ela descreve como uma das mais dolorosas de sua vida. “Eu só quero que meu filho tenha a chance de viver”, declarou.
Recém-nascido UTI e a luta da mãe
Laysa relata que, mesmo com a decisão da Justiça, não houve resposta das autoridades para a transferência. A Justiça determinou que o bebê fosse transferido para um hospital que pudesse oferecer o tratamento necessário, com os custos cobertos pelo Poder Público. A não realização da transferência poderia resultar em uma multa de R$ 2 mil por dia.
Uma nova ordem da 1ª Vara da Infância e Juventude de Belém, datada de terça-feira, determinou que a transferência fosse realizada em até 24 horas, sob pena de multa diária. No entanto, segundo Laysa, nada foi feito até o momento.
Desespero e abandono no sistema de saúde
A mãe expressa sua frustração, afirmando que a situação não se trata apenas de uma demora ou erro médico, mas de um abandono. “É ver meu filho lutando pela vida enquanto o sistema falha em agir, mesmo com a Justiça já tendo determinado o que deve ser feito”, desabafou.
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informou que tomou as medidas necessárias para ampliar as opções de transferência e internação do bebê, acionando os órgãos competentes. O paciente permanece no Sistema Estadual de Regulação (SER), aguardando um leito.
A situação do Hospital Maternidade do Povo
O Hospital Maternidade do Povo, localizado no bairro da Campina, é uma instituição privada que opera sob convênios, atendendo pacientes particulares, de planos de saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade ainda não se manifestou sobre o caso.
Histórico da gestação e complicações
Laysa, residente em Capitão Poço, município a 216 km de Belém, chegou à Santa Casa de Misericórdia no dia 19 de março, com 39 semanas de gestação. Após muitas horas de espera, foi internada, mas seu caso foi classificado como de baixo risco, o que atrasou o atendimento. A mãe relatou que o bebê não se mexia e apresentava sinais de comprometimento.
Após ser transferida para a Maternidade do Povo, Laysa teve o parto induzido, resultando em uma cesariana de emergência no dia 21 de março. O bebê foi imediatamente levado para a UTI neonatal. O pedido de leito especializado foi feito em 25 de março, mas até agora não foi atendido. Laysa continua a lutar por cuidados intensivos e especializados para seu filho.
O impacto emocional e social
A situação de Laysa e seu recém-nascido UTI reflete um problema maior no sistema de saúde. A falta de leitos adequados e a burocracia enfrentada por famílias em situações críticas são questões que precisam ser abordadas urgentemente. As consequências podem ser devastadoras, não apenas para os pacientes, mas também para suas famílias.
Essa situação ressalta a importância de um sistema de saúde eficiente e responsivo, que possa atender às necessidades de todos os cidadãos. Para mais informações sobre os direitos de pacientes e a saúde pública, você pode acessar o site do Ministério da Saúde.
Além disso, é crucial que a sociedade se mobilize para exigir melhorias e garantir que casos como o de Laysa não se repitam. A luta por um sistema de saúde mais justo e eficaz é um direito de todos.
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