Tarifaço: setor de máquinas se opõe à reciprocidade e pede ampliação de crédito

Setor de máquinas se posiciona contra reciprocidade tarifária e defende a ampliação de programa de crédito após reunião com autoridades.

Tarifaço: setor de máquinas diz não apoiar reciprocidade e defende ampliação de programa de crédito para empresas afetadas

Na terça-feira (21), representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) manifestaram sua oposição à implementação, por parte do Brasil, de reciprocidade tarifária sobre os produtos americanos que são importados pelas empresas brasileiras. Eles se reuniram com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Dario Durigan (Fazenda). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) está promovendo uma série de encontros com setores que podem ser mais impactados pelo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump sobre produtos brasileiros.

O intuito dessas reuniões é buscar soluções que amenizem os efeitos da taxação americana na economia nacional. Após o encontro, os representantes da Abimaq defenderam a expansão do programa Brasil Soberano, que oferece linhas de crédito com condições mais favoráveis para os setores que estão sendo prejudicados pelo tarifaço. O governo já sinalizou que pretende fortalecer esse programa. Além disso, o setor de máquinas e equipamentos solicita a adoção de iniciativas que aumentem a competitividade da indústria nacional.

Entenda o caso

Na semana anterior, o governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). A medida foi estabelecida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um mecanismo utilizado pelo governo americano para investigar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Apesar da nova taxa, uma longa lista de produtos foi excluída da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a decisão não possui justificativa econômica e foi motivada por razões políticas. Em uma nota, o governo Lula classificou a decisão como um “marco lastimável” nas relações bilaterais e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica. A tarifa começará a ser aplicada a partir desta quarta-feira (22).

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Em Foco Hoje Redação
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