A condenação dos tios por morte de um bebê em Alegrete trouxe à tona um caso trágico que abalou a comunidade local. O menino, Márcio dos Anjos Jacques, tinha apenas 1 ano e 11 meses quando foi brutalmente agredido pelo pai, Luís Fabiano Quinteiro Jaques, em agosto de 2020. O julgamento dos tios, Riane Quinteiro da Costa e Roberta Eggres Prado, ocorreu seis anos após o crime, revelando a gravidade da situação.
O tribunal decidiu que ambos os tios foram culpados por homicídio qualificado por omissão. Riane foi sentenciado a 32 anos de prisão, enquanto Roberta recebeu uma pena de 29 anos e 4 meses. As penas devem ser cumpridas em regime fechado, mas ainda cabe recurso da decisão. O tribunal considerou que o crime foi cometido de maneira cruel e contra uma criança menor de 14 anos.
Tios condenados por morte e negligência
Os jurados entenderam que os tios tinham o dever legal de cuidar da criança. Mesmo cientes das agressões que Márcio sofria, eles não tomaram nenhuma atitude para impedir a violência ou buscar ajuda médica. Após as agressões do pai, Márcio foi deixado sob os cuidados de Riane e Roberta, que não procuraram atendimento médico, mesmo quando a criança começou a convulsionar.
O menino só foi levado ao hospital dias depois das agressões, mas infelizmente não sobreviveu. Ele faleceu em 16 de agosto de 2020, após ter sofrido traumatismo craniano e hemorragia cerebral. O caso gerou grande comoção na cidade de Alegrete e levantou questões sobre a responsabilidade de familiares em situações de violência.
Defesas e reações ao veredito
A defesa de Riane Quinteiro da Costa se manifestou em nota, afirmando que respeita a decisão do júri. Os advogados, Dr. Vinicius Vargas e Dr. Igor Garcia, destacaram que a comunidade de Alegrete acolheu a versão acusatória, mas também apontaram que o desfecho trouxe um fim para um episódio tão doloroso. Por outro lado, a defesa de Roberta Eggres Prado, representada pelos advogados Júlia Alonso e Khaoan Castro, também se manifestou, afirmando que a acusada foi condenada por homicídio omissivo qualificado.
Contexto do crime em Alegrete
O caso de Márcio dos Anjos Jacques é um exemplo trágico de como a violência familiar pode ter consequências devastadoras. A negligência dos tios, que não buscaram ajuda médica, levanta questões sobre a proteção de crianças em situações de risco. A sociedade muitas vezes se pergunta como é possível que familiares próximos não intervenham em situações de abuso.
- O pai da criança foi condenado em outubro de 2024 a 44 anos, 10 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado e tortura.
- O caso expôs a fragilidade do sistema de proteção às crianças e a necessidade de maior vigilância em casos de violência familiar.
- Alegrete, uma cidade da Fronteira Oeste, ficou abalada com os desdobramentos deste crime.
Além do impacto emocional na comunidade, o caso também levanta a importância de se discutir políticas públicas que possam prevenir a violência contra crianças. A proteção de menores deve ser uma prioridade, e a sociedade precisa estar atenta a sinais de abuso e negligência.
O caso de tios condenados por morte de Márcio dos Anjos Jacques é um lembrete sombrio da responsabilidade que todos têm em proteger os mais vulneráveis. A tragédia que ocorreu em Alegrete não deve ser esquecida e deve servir como um chamado à ação para todos nós.
Para mais informações sobre casos de violência e proteção infantil, acesse Em Foco Hoje. Também é importante consultar fontes confiáveis sobre o tema, como o Organização Mundial da Saúde, que oferece diretrizes e informações sobre a proteção de crianças em risco.



