Bares apostam em faturamento durante a Copa: ‘Jogos geram até 90% a mais’

Com a Copa do Mundo em andamento, bares esperam um aumento expressivo no faturamento com os jogos da seleção brasileira.

De olho na Copa, bares torcem por vitória da seleção para faturar: ‘Jogos rendem até 90% a mais’

Estabelecimentos relatam aumento no movimento quando o Brasil entra em campo e esperam nova classificação para manter o público. O confronto contra o Japão, nesta segunda-feira (29), será decisivo.

Torcedores se reúnem em Manaus para a partida entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo. Ponto de encontro de torcedores brasileiros, os bares também têm motivos para acompanhar de perto a campanha da seleção. O primeiro desafio do Brasil no mata-mata será nesta segunda-feira (29), às 14h, contra a seleção do Japão. A equipe que vencer avança às oitavas de final, enquanto a perdedora se despede do Mundial.

Para os proprietários de bares, que aguardam casas cheias durante os jogos, a classificação significa mais do que uma simples comemoração: representa um aumento no faturamento. “Se o Brasil chegar à final, certamente será muito positivo para o setor”, afirma o empresário Juarez Alves, fundador e proprietário do Bar do Juarez, que possui seis unidades na capital paulista. “É bom não apenas pelos negócios, mas também porque torcemos pela seleção.” Agora no g1

A estreia do Brasil, realizada em um sábado, não alterou significativamente o movimento na rede de bares de Juarez. No entanto, os dois jogos seguintes da fase de grupos superaram as expectativas. Na visão do empresário, as partidas em dias úteis têm um impacto maior do que as disputadas nos fins de semana. “No jogo de quarta-feira [contra a Escócia], o faturamento chegou a ficar 50% acima do que normalmente registramos em um dia comum”, diz. “Todas as nossas unidades ficaram lotadas.” O que conta é jogo do Brasil.

A Copa do Mundo conta com 104 partidas ao todo. A seleção brasileira, caso chegue à final, disputará oito. Essas são as datas que realmente importam para os estabelecimentos. Marco Antonio Moreschi Rossi, um dos proprietários do noPorto Gastrobar, na zona sul de São Paulo, afirma que os jogos de outras seleções tiveram pouca relevância para o movimento. “Só tivemos uma demanda específica para o jogo entre Colômbia e Portugal, realizado no sábado (27), quando um grupo de 15 colombianos reservou espaço para assistir à partida conosco”, diz. No noPorto, o cenário tem sido parecido ao do Bar do Juarez: a estreia da seleção teve baixa adesão, mas o público e o faturamento aumentaram a partir da segunda partida. “A sexta-feira foi muito boa para nós. O faturamento cresceu 80% em relação a um dia normal. Já no jogo da quarta-feira, contra a Escócia, a alta foi de 90%”, afirma Marco Antonio.

Se as partidas do Brasil determinam os ganhos, quanto mais longe a seleção avançar, maior tende a ser o faturamento, independentemente dos jogos das outras seleções. O empresário estima que, se a equipe chegar à final do Mundial, o faturamento adicional pode alcançar R$ 80 mil neste mês de Copa, o que representa cerca de 60% da receita mensal do estabelecimento, que normalmente varia entre R$ 140 mil e R$ 160 mil. O noPorto Gastrobar quase dobrou o faturamento durante a partida entre Brasil e Escócia.

Seleção ajuda, mas média da Copa não é tão alta. O cenário otimista pode variar de bar para bar. Antes do início da Copa, uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indicava que a maioria dos estabelecimentos esperava um aumento de faturamento de até 20% com a competição. Esse percentual está alinhado com as estimativas da rede de bares Juarez. Apesar do pico nos dias de jogos da seleção, o empresário projeta que, no balanço do mês, a Copa aumentará a receita entre 10% e 20% em comparação a um período comum. “Existem dois principais efeitos: em um dia, você bomba, com o público consumindo mais. No dia seguinte, há um ‘efeito ressaca’, que reduz o movimento”, explica Juarez. O empresário lembra que outros eventos, como feiras setoriais e congressos empresariais, costumam atrair público com mais frequência ao bar. “São, muitas vezes, cinco dias seguidos com público de fora da cidade. Isso é muito bom para o fluxo”, diz.

No noPorto Gastrobar, onde as projeções são mais otimistas, a Copa tem sido uma oportunidade de fortalecer o negócio, explica Marco Antonio. “Muitos clientes antigos acabam retornando. Além disso, há muita gente que vem de fora do bairro. É uma chance para conhecerem nosso projeto, nosso modelo de negócio”, afirma.

Comportamento do consumidor. O g1 mostrou, antes da estreia da seleção, que as vendas no comércio popular de São Paulo dispararam após o anúncio da convocação de Neymar para a Copa. Segundo Marco Antonio, o mesmo ocorreu no bar. “Até o anúncio, nada se movimentou. Depois, começamos a ver muitas pessoas interessadas em assistir aos jogos conosco. Foi o estopim”, diz. Não é à toa que os estabelecimentos têm investido em telões, drinks temáticos e atrações para manter o público além do horário dos jogos. No caso do noPorto, foram contratados DJs e música ao vivo. Segundo o proprietário, porém, o resultado do investimento foi um pouco decepcionante: oito em cada 10 torcedores que fizeram reservas chegaram 15 ou 20 minutos antes dos jogos e foram embora assim que eles terminaram. “Por outro lado, o ticket médio foi bastante elevado”, explica. Ou seja, enquanto os consumidores estavam no espaço, o consumo ficou acima da média, garantindo bons resultados.

Oportunidades para o setor. O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, ressalta que a Copa representa mais oportunidades para o setor, especialmente em um momento em que muitos estabelecimentos ainda buscam recuperação financeira. “Datas e eventos de grande mobilização ajudam a fortalecer o caixa das empresas, aumentar o fluxo de clientes e melhorar o desempenho de um setor que ainda enfrenta desafios de margem e endividamento”, diz. Para mais notícias acesse emfocohoje.com.br. Confira também outros conteúdos em centralnerdverse.com.br.

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Em Foco Hoje Redação
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