Preço dos alimentos: o que aumentou e o que diminuiu no 1º semestre

No primeiro semestre, o preço dos alimentos teve variações notáveis, com aumentos expressivos em alguns itens e quedas em outros.

Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre

Pepino, cenoura e tomate foram os principais responsáveis pelas altas de preços, enquanto abacate, laranja-baía e laranja-lima apresentaram as maiores reduções no ano.

A inflação dos alimentos teve uma diminuição de 0,24% em junho, marcando a maior variação negativa e o impacto mais significativo no índice geral do mês. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do Brasil, teve um aumento de 0,16% em junho, conforme os dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os grupos analisados, a Habitação foi o que registrou a maior alta de preços no mês, contribuindo para a pressão inflacionária.

Por outro lado, a inflação dos alimentos caiu 0,24% em junho, gerando um impacto negativo sobre o índice geral do mês. Os preços dos alimentos consumidos em casa tiveram uma redução de 0,39%, após uma alta de 1,65% em maio, influenciada pelas quedas do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). Por outro lado, os aumentos mais significativos foram do feijão-carioca (8,31%) e da batata-inglesa (3,57%). A alimentação fora de casa, por sua vez, teve um aumento de 0,15% em junho, uma desaceleração em relação ao mês anterior (+0,49%).

Abaixo, veja os 20 alimentos que mais encareceram e que mais baratearam no 1º semestre deste ano.

  • Alimentos que ficaram mais caros
  • Pepino: 155,47%
  • Cenoura: 103,14%
  • Tomate: 82,41%
  • Batata-inglesa: 82,11%
  • Morango: 60,97%
  • Cebola: 53,34%
  • Feijão-carioca (rajado): 52,82%
  • Repolho: 29,79%
  • Açaí (emulsão): 27,64%
  • Abobrinha: 23,46%
  • Feijão-preto: 22,62%
  • Leite longa vida: 22,08%
  • Couve-flor: 21,96%
  • Brócolis: 19,72%
  • Feijão-mulatinho: 19,22%
  • Manga: 19,17%
  • Couve: 17,73%
  • Batata-doce: 15,92%
  • Peito bovino: 13,02%
  • Alimentos que ficaram mais baratos
  • Abacate: -41,3%
  • Laranja-baía: -32,81%
  • Laranja-lima: -23,36%
  • Banana-maçã: -18,9%
  • Maracujá: -12,93%
  • Café moído: -11,49%
  • Maçã: -11,03%
  • Açúcar refinado: -10,78%
  • Limão: -9,45%
  • Óleo de soja: -9,25%
  • Banana-d’água: -8,31%
  • Açúcar demerara: -8,23%
  • Açúcar cristal: -7,77%
  • Laranja-pera: -7,03%
  • Azeite de oliva: -6,67%
  • Carne de porco: -5,64%
  • Farinha de trigo: -4,77%
  • Pimentão: -4,73%
  • Café solúvel: -4,34%
  • Frango em pedaços: -4%

Por que as hortaliças ficaram mais caras? Problemas climáticos e a diminuição da produção em períodos críticos da safra são alguns dos fatores que justificam o aumento dos preços das hortaliças. O pepino, por exemplo, foi afetado pelo calor nas principais regiões produtoras, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, conforme o relatório do índice Ceagesp, divulgado em maio. O calor excessivo prejudicou a produtividade das plantações, resultando em menor volume colhido. No caso da cenoura, as chuvas intensas em parte da safra comprometeram a qualidade das raízes, causando deformações e doenças, o que reduziu a quantidade de cenouras disponíveis para venda. Quanto ao tomate, a queda das temperaturas e o aumento da umidade atrasaram a maturação dos frutos e favoreceram a proliferação de fungos e bactérias nas lavouras. Com a produtividade reduzida e menos tomates disponíveis no mercado, os preços aumentaram.

Inflação em junho: O grupo de Despesas Pessoais teve a segunda maior alta entre os grupos analisados, logo após Habitação, com um aumento de 0,25%. Os principais reajustes vieram dos serviços de empregado doméstico (0,53%) e de cabeleireiro e barbeiro (0,65%). Em Saúde e Cuidados Pessoais, que subiu 0,23%, o destaque foram os artigos de higiene pessoal, impulsionados pela alta de 1,12% nos perfumes. Os planos de saúde também ficaram mais caros, refletindo o reajuste de até 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em vigor desde maio.

Veja o resultado dos grupos do IPCA: Alimentação e bebidas: -0,24%; Habitação: 0,63%; Artigos de residência: 0,23%; Vestuário: 0,17%; Transportes: 0,17%; Saúde e cuidados pessoais: 0,23%; Despesas pessoais: 0,25%; Educação: -0,02%; Comunicação: 0,19%.

A energia elétrica desacelera, mas continua pressionando a inflação. Apesar da alta dos preços de Habitação ter perdido força em relação a maio, quando o grupo subiu 1,11%, ele ainda continuou sendo o que mais pressionou a inflação de junho. Isso se deu principalmente pela energia elétrica residencial, que desacelerou de 3,67% para 1,53%, mas ainda foi o item que mais contribuiu para o resultado do mês. Segundo o IBGE, a conta de luz permaneceu elevada devido à manutenção da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

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Em Foco Hoje Redação
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