Dólar sobe e Ibovespa cai, com tensões comerciais e petróleo no radar
Na véspera, a moeda americana recuou 0,70%, cotada a R$ 5,1320. O principal índice da bolsa brasileira registrou perdas de 0,93%, aos 172.448 pontos.
O dólar apresenta alta nesta terça-feira (7), com um avanço de 0,30% por volta das 11h40, cotado a R$ 5,1476. O Ibovespa, por sua vez, inverteu a tendência positiva observada na primeira hora do pregão e apresentava queda de 0,36% no mesmo horário, aos 171.827 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️
Sem grandes destaques na agenda econômica, os investidores permanecem atentos às negociações entre Estados Unidos e Irã. Na véspera, dois navios comerciais e um petroleiro foram atacados por mísseis na região do Estreito de Ormuz, conforme reportado pela agência marítima britânica UKMTO. Segundo informações do site americano Axios, o ataque foi realizado pelo Irã. Esses incidentes levantam novamente questionamentos sobre a duração e a eficácia do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã, além de aumentar as preocupações sobre possíveis novas interrupções no tráfego do Estreito, que é responsável por cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.
A reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também está sob o olhar dos mercados. O encontro, que começa nesta terça-feira (7) em Ancara, na Turquia, ocorre em um momento em que os membros da aliança discutem questões internas e a Ucrânia solicita apoio para conter o poderio militar da Rússia.
Além disso, os desdobramentos relacionados ao tarifaço continuam a ser monitorados. No início deste mês, grandes empresas como Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay expressaram suas preocupações em relação às tarifas impostas pelo governo americano ao Brasil, alertando sobre os impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos Estados Unidos, caso essas barreiras sejam implementadas.
Os investidores também aguardam a ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento, programado para ser divulgado amanhã (8), deve apresentar comentários sobre a política de juros americana sob a nova gestão do banqueiro central dos EUA, Kevin Warsh.
No Brasil, as atenções se voltam para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que será divulgado na sexta-feira (10). A expectativa é que o indicador mostre uma desaceleração, impulsionada principalmente pela queda nos preços dos alimentos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
- 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,70%; Acumulado do mês: -0,60%; Acumulado do ano: -6,50%.
- 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,93%; Acumulado do mês: +0,25%; Acumulado do ano: +7,03%.
Novos ataques no Estreito de Ormuz
O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ser o foco das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6). “Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, informou a UKMTO em um comunicado. O incidente gera preocupações sobre possíveis novas retaliações dos Estados Unidos e uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, canal que representa cerca de 20% de todo o comércio de petróleo mundial. Nesta terça-feira (7), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou o presidente americano, Donald Trump, afirmando que não haverá mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de recomeçar a guerra. Segundo Araqchi, as declarações ferem os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender as hostilidades.
Perto das 11h40, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 2,40%, cotado a US$ 73,72. O West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 2,36%, a US$ 70,17 o barril. Apesar dos ganhos do dia, os preços do petróleo permanecem abaixo dos níveis mais críticos da guerra.
Mercados globais
Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em queda nesta terça-feira (7), pressionados pelas perdas no setor de semicondutores em meio a incertezas sobre a sustentabilidade da inteligência artificial (IA). Por volta das 11h40, o Dow Jones caía 0,23%, enquanto o S&P 500 apresentava perdas de 0,64% e o Nasdaq Composite recuava 1,54%. As preocupações relacionadas à IA também afetavam as bolsas europeias, que operavam de forma mista. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, caía 1,21% perto das 11h40, enquanto o CAC-40, da França, tinha perdas de 0,19%. O FTSE 100, do Reino Unido, seguia na contramão, com uma alta de 0,41% no mesmo horário.
Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em baixa, impulsionadas por empresas do setor imobiliário e com investidores aguardando a ata da última reunião do Fed. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, caiu 1,03%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 1,26%. No Japão, o índice Nikkei recuou 2,12%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 4,91% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,51%. Para mais notícias acesse… Confira também outros conteúdos em…



