Dólar em alta, com investidores atentos ao tarifaço e à espera de novos dados econômicos; Ibovespa cai
Na sexta-feira (3), a moeda americana teve uma queda de 0,76%, sendo cotada a R$ 5,1680. O principal índice da bolsa brasileira, por sua vez, registrou um avanço de 0,74%, alcançando 174.070 pontos.
O dólar opera em alta nesta segunda-feira (6), apresentando uma valorização de 0,10% por volta das 10h40, sendo negociado a R$ 5,1734. Em contraste, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, mostrava uma queda de 0,83% no mesmo horário, em 172.621 pontos.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O destaque do dia no Brasil é a audiência pública sobre comércio internacional dos Estados Unidos, que discutirá a taxação de produtos brasileiros com base na Seção 301 da legislação comercial americana. Espera-se que diversas empresas, associações, governos e outras partes interessadas apresentem seus argumentos antes da decisão final do governo dos EUA.
▶️ Na agenda desta semana, o foco está na ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed), que deve trazer comentários sobre a política de juros americana sob a nova gestão de Kevin Warsh. ▶️ No Brasil, a atenção se volta para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a junho, previsto para ser divulgado na sexta-feira (10). A expectativa é de que o indicador mostre uma desaceleração, influenciada principalmente pela diminuição dos preços dos alimentos.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
- 💲Dólar
- Acumulado da semana: +0,02%;
- Acumulado do mês: +0,10%;
- Acumulado do ano: -5,84%.
- 📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +0,45%;
- Acumulado do mês: +1,19%;
- Acumulado do ano: +8,03%.
Tarifaço de Trump fica na mira dos mercados
Iniciam nesta segunda-feira (6) as audiências públicas organizadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), uma etapa considerada crucial na investigação comercial americana que propõe uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Essas audiências fazem parte do processo fundamentado na Seção 301 da legislação comercial americana e possibilitam que empresas, associações, governos e outras partes interessadas apresentem seus argumentos antes da decisão final dos Estados Unidos.
🔎 O USTR é o órgão responsável por formular a política comercial dos Estados Unidos. Ele também conduz investigações sobre práticas que possam ser prejudiciais ao comércio americano e pode sugerir medidas como a imposição de tarifas. Representantes da indústria e do agronegócio brasileiros participarão do evento, buscando convencer o governo americano de que a sobretaxa afetaria não apenas os exportadores brasileiros, mas também empresas, consumidores e cadeias produtivas nos EUA. Entre os participantes estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de representantes dos setores de café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual.
Enquanto isso, equipes técnicas dos governos dos dois países devem se reunir ainda nesta semana para alinhar os preparativos para uma última rodada de negociações de alto nível antes de 15 de julho, data em que Washington decidirá se avançará com a imposição das tarifas. Saiba mais na matéria abaixo: Brasil vai aos EUA tentar barrar tarifaço de Trump; veja os argumentos da indústria e do agro
Mercados globais
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em alta nesta segunda-feira, após o feriado antecipado do Dia da Independência, celebrado na última sexta-feira. Por volta das 10h40, o Dow Jones apresentava uma elevação de 0,17%, enquanto o S&P 500 subia 0,32% e o Nasdaq Composite tinha uma alta de 0,79%.
Na Europa, a maioria das bolsas operava em queda nesta manhã, à medida que investidores analisavam novos indicadores econômicos. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, registrava uma queda de 0,27% e o CAC-40, da França, caía 0,26%. O FTSE 100, do Reino Unido, também apresentava perdas de 0,32%.
Na Ásia, os mercados fecharam com resultados mistos, observando os mercados americanos e com investidores cautelosos em relação aos retornos das companhias do setor de tecnologia em relação a investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. O CSI 300, que reúne as maiores empresas em Xangai e Shenzen, fechou estável, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve uma perda de 0,06%. No Japão, o índice Nikkei recuou 0,01%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou-se em 0,46% e o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,14%.
*Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels



