Bortoleto explica problema de largada da Audi e diz: “Solução leva tempo”
Um dos principais desafios enfrentados pela Audi em sua primeira temporada na Fórmula 1 tem sido a dificuldade nas largadas, o que gerou insatisfações de Gabriel Bortoleto em junho. Na terça-feira (21), o piloto detalhou ao podcast Na Ponta dos Dedos, do ge, as razões pelas quais a equipe alemã tem enfrentado dificuldades – e acredita que mesmo uma largada perfeita por parte dos pilotos não é suficiente para superar outras equipes.
– Mesmo que consigamos fazer a largada ideal, talvez isso ainda resulte em um desempenho mediano em comparação com as equipes que estão competindo conosco, como as Alpines e os Racing Bulls – avaliou o brasileiro.
A dificuldade da largada do GP da Bélgica de F1 2026
O turbocompressor dos veículos da Audi é maior em comparação ao de outras fornecedoras, como Ferrari e Mercedes, o que prejudica o procedimento de largada da equipe novata. Bortoleto mencionou que a Fórmula 1 optou por tornar o procedimento de largada menos automatizado, transferindo mais responsabilidades para os pilotos, mas acredita que a dificuldade da Audi está ligada às limitações da equipe no momento de soltar a embreagem e reduzir o giro do motor.
– O motivo pelo qual enfrentamos dificuldades na largada é que, ao assistir à Ferrari ou aos motores da Mercedes, é possível perceber que eles conseguem soltar a embreagem de forma mais agressiva do que nós. Eles conseguem reduzir bastante o giro do motor, e você consegue ouvir o motor caindo muito de rotação. Quando ele aumenta de giro, talvez o tamanho do turbo deles ajude e permita que eles reduzam tanto o giro e depois aumentem novamente, sem perder a pressão do turbo. E eles disparam na largada – analisou.
No caso da Audi, de acordo com Bortoleto, o carro possui um limite para reduzir o giro do motor durante o procedimento de largada; caso contrário, o motor pode desligar.
– Se você observar nossa largada, notará que temos um limite para reduzir o giro, que só consegue descer até um certo ponto. Tanto que, ao soltar a embreagem, você nunca escuta o barulho do motor caindo tanto. O motor ainda mantém um giro elevado, mas isso acontece porque não conseguimos fazer isso no momento. Portanto, precisamos lidar com esse problema, e se reduzirmos mais do que isso, o motor literalmente morre – acrescentou.
Embora a equipe esteja se esforçando para encontrar soluções ao longo do ano e tenha diminuído os problemas nas últimas corridas, Bortoleto já perdeu 17 posições nesta temporada, considerando as corridas sprint. O brasileiro não acredita que a Audi conseguirá solucionar a questão ainda em 2026, uma vez que as equipes precisam respeitar o teto de gastos da categoria.
– É uma limitação que temos e que estamos tentando contornar, até encontrar uma solução definitiva, mas isso não é algo rápido. É um desenvolvimento do motor, leva tempo e provavelmente não será para este ano. Precisamos ter paciência, fazer o melhor possível com o que temos atualmente. Para o futuro, precisamos buscar uma grande evolução para nos tornarmos um dos melhores nas largadas. Mas isso leva tempo, desenvolvimento, investimento… são muitos fatores – concluiu.
Gabriel Bortoleto volta à pista neste domingo (26) para o GP da Hungria, a última corrida antes das férias de verão europeu da F1, e acredita que pode pontuar pela terceira vez consecutiva. A corrida terá início às 10h (horário de Brasília) e será transmitida ao vivo pela TV Globo e pelo sportv 3. O ge.globo acompanhará todo o fim de semana em tempo real. Para mais notícias acesse emfocohoje.com.br. Confira também outros conteúdos em centralnerdverse.com.br.



